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      Início Sociedade Número de suicídios no ano passado foi o maior da última década

      Número de suicídios no ano passado foi o maior da última década

      Em 2023, os Serviços de Saúde registaram um total de 88 mortes por suicídio. Este é o número mais alto de mortes por suicídio da última década, pelo menos. Só nos últimos dois anos, o número de suicídios aumentou 46%.

       

      No ano passado, foram registadas 88 mortes por suicídio. Em comparação com 2022, houve um aumento de 10% e relativamente a 2021 o crescimento foi de 46%. Segundo os dados dos Serviços de Saúde dos últimos anos analisados pelo PONTO FINAL, o número de suicídios verificados no ano passado é o mais alto da última década, pelo menos.

      Nos anos em que estiveram em vigor as restrições pandémicas no território (2020, 2021 e 2022), verificaram-se, respectivamente, 76, 60 e 80 suicídios. Em 2019, antes da pandemia, registaram-se 66 suicídios. Há dez anos, o número de suicídios no território tinha sido de 68.

      No quarto trimestre do ano passado, verificaram-se 26 casos de suicídio, sendo este também o maior número em comparação com os períodos homólogos dos anos anteriores. No último trimestre de 2022, tinham-se registado 15 mortes por suicídio, enquanto nos últimos três meses de 2021 tinham sido 22.

      Os números do último trimestre foram revelados ontem pelos Serviços de Saúde, revelando que, dos 26 suicídios registados entre Outubro e Dezembro do ano passado, a grande maioria das vítimas mortais (20) era do sexo masculino. Vinte e um dos suicídios do último trimestre foram cometidos por residentes de Macau e cinco por não residentes.

      Segundo as autoridades, “neste trimestre, as possíveis causas do suicídio são principalmente resultantes de doenças mentais, doenças crónicas ou fisiológicas e problemas de jogo ou financeiros”. Os Serviços de Saúde frisam ainda que “as causas do suicídio são complexas e frequentemente envolvem doenças mentais, factores psicológicos, socioeconómicos, familiares, de relações humanas e factores genéticos biológicos”.

      Em comunicado, as autoridades salientam que “a prevenção eficaz do suicídio requer a atenção de todos”. “Para reduzir a incidência de suicídio, os residentes devem contactar, comunicar e preocupar-se mais com as pessoas que estão ao seu redor, com as suas vidas diárias e incentivar aquelas que estão com problemas emocionais a procurar activamente ajuda profissional”, lê-se na nota de imprensa.

      As autoridades referem que têm aumentado a acessibilidade dos serviços, e alargado a rede de apoio social. Além disso, dizem os Serviços de Saúde, têm mobilizado a sociedade, através das famílias, escolas e da comunidade, “para prestar atenção conjunta e encaminhar, por iniciativa própria, as informações, de modo a que os serviços competentes possam intervir rapidamente e eliminar os riscos potenciais”.

      Os serviços de saúde mental estão disponíveis através de marcação prévia nos centros de saúde do Tap Seac, do Fai Chi Kei, da Areia Preta, da Ilha Verde, dos Jardins do Oceano, de Nossa Senhora do Carmo – Lago, da Praia do Manduco e de Seac Pai Van para tal efeito, sem necessidade de carta de transferência. Por outro lado, há associações, como a Caritas, a União Geral das Associações dos Moradores de Macau e a Associação Geral das Mulheres de Macau, que prestam aconselhamento psicológico. A Linha Aberta “Esperança de Vida da Caritas” está disponível através do número 28525222.