Pavilhão Infinito

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Cliente: Proposta Autodidacta

Localização: Praça do Tap Seac

Área Bruta de Construção: 317m2

Fase: Estudo Prévio, 2011

Arquitectura: João Ó, Rita Machado, Mariana Pimentel, Sérgio Real

Engenharia: Consulasia – Consultores de Engenharia e Gestão, Lda

O Pavilhão Infinito partiu do princípio de projectar uma série de estruturas efémeras com conteúdos culturais que activassem o espaço cívico da cidade. Baseado no conceito de place-making em que existe o envolvimento da comunidade para dinamizar um certo lugar, esta proposta arquitetónica tem como fundamento a criação de um espaço multiusos, efémera por natureza, que pode ser montada e desmontada num curto período de tempo e visa gerar um intenso evento social na esfera do domínio público. Neste sentido, procurámos fazer uma investigação formal com acontecimentos arquitetónicos enquanto forma de produção cultural, potenciando temporariamente o lugar com um inesperado evento cultural.

Este pavilhão é um espaço entrelaçado composto por várias estruturas em forma de anel com uma altura total de dois andares. Pode albergar vários programas independentes, como biblioteca móvel, música ao vivo, exposições itinerantes, entre outros, ou acontecerem em simultâneo em diferentes partes das componentes espaciais. Este espaço arquitectónico interligado entre si procura proporcionar ao público uma experiência única e memorável, em que a diversidade da programação aliada ao espaço em constante transformação pretende oferecer uma localização alternativa aos equipamentos culturais existentes.

Por vezes, a auto-iniciativa é necessária para testar ideias, criar os nossos próprios problemas para depois os resolver. Não ficar à espera dos outros. Preferimos ser pro-activos e potenciar a nossa imaginação, apresentar as propostas a potenciais intituições, governo, etc, mesmo que o resultado seja nulo, o trabalho fica feito e as bases lançadas, é isso que interessa…

J.O., R.M.