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      Luta contra o lobbying, conflito de interesses e tráfego de influências na agenda da EPM

      Pelo segundo ano consecutivo, a Escola Portuguesa de Macau participa no programa RedEscolas Anticorrupção - Escolas que nos inspiram uma Cultura de Integridade com a vontade de renovar o Selo de Ouro arrecadado na primeira edição. A professora Fátima Oliveira, coordenadora do projecto na EPM, referiu ao PONTO FINAL que a luta contra a corrupção e a assunção da integridade estão na ordem do dia na escola.

      A Escola Portuguesa de Macau participa pelo segundo ano consecutivo no programa RedEscolas Anticorrupção – Escolas que nos inspiram uma Cultura de Integridade, depois de no primeiro ano ter arrecadado o Selo de Ouro com as propostas apresentadas durante o ano lectivo 2021/2022.

      Terminado o período de adesão para o ano lectivo em curso, a RedEscolas conta agora com 50 escolas participantes, entre Portugal Continental, Madeira, Macau, Moçambique e Irlanda do Norte. Ao PONTO FINAL, a coordenadora do projecto na EPM, Fátima Oliveira, considera que a meta para este ano “é manter o Selo de Ouro”, apesar de admitir que possa não ser tão fácil como no ano passado e explica porquê. “Temos muitos professores novos na escola, mas claro que queremos manter o Selo de Ouro como promotor de integridade”.

      A professora saúda a participação de “muitos alunos”, algo que foi “destacado” pela All4integrity, organizadora do programa. “E manter o Selo de Ouro é muito importante, porque, de facto, temos muitos alunos envolvidos”, referiu, acrescentando que a EPM “procura trabalhar os diferentes currículos de forma transversal”. “O português trabalha com texto. Nas aulas de música, os alunos trabalharam em cima de um tema da Lena d’Água. Fizemos também visitas de estudo ao Comissariado contra a Corrupção (CCAC)”, enfatizou Fátima Oliveira.

      A EPM aderiu ao programa porque acredita que “passa uma mensagem contra a corrupção”. “Procuramos fazer com que os alunos assumam uma forma de estar contra a corrupção e em favor da integridade. Dará, certamente, frutos a um nível macro, no futuro”, destacou a docente.

      A primeira edição – que contou com a participação de 17 escolas, incluindo Ilhas e Macau – culminou com uma cerimónia final, onde marcaram presenças individualidades como a vereadora Laurinda Alves e a ex-Procuradora-Geral da República Joana Marques Vidal. “Esta é uma rede não só em físico, mas também no digital e na criação de materiais que vão auxiliar alunos e professores a estarem bem informados”, referiu Ângela Malheiro, vice-presidente da All4Integrity, citada pelo Jornal de Notícias, em 2021, na altura da aprestação do projecto, admitindo que cerca de 1400 alunos foram encorajados a pensar sobre os temas da integridade e da corrupção.

      O plano de acção deste programa, explicou Alexandre Abrantes Neves ao PONTO FINAL, “tem como principal âncora o tema da corrupção, associando-se outros como o lobbying, conflito de interesses e tráfego de influências”. “Destina-se aos alunos entre o 9.º e o 12.º ano e pretende, através de uma cidadania consciente e activa nas escolas, promover o sentido de espaço público e bem comum. Acreditamos que é a partir da escola que se pode promover o aprofundamento de uma cultura de integridade em Portugal”, disse ainda o director do programa RedEscolas Anticorrupção.