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      Estudo propõe redução da altura máxima dos edifícios na zona da Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues

      Foram apresentadas na sexta-feira as conclusões do estudo preliminar do impacto patrimonial e concepção urbana da zona ao redor da Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues. A empresa de consultadoria do interior da China responsável pela avaliação sugeriu medidas para proteger os corredores visuais para o Farol da Guia, propondo a redução da altura máxima dos edifícios daquela avenida.

       

      O Governo tinha encomendado uma avaliação do impacto patrimonial da zona da Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues e as conclusões foram apresentadas na sexta-feira pela empresa de consultadoria Conservision ao Conselho do Património Cultural e ao Conselho do Planeamento Urbanístico. Nas conclusões, o relatório propõe a redução da altura máxima dos edifícios naquela zona, de forma a proteger os corredores visuais do Farol da Guia.

      Recorde-se de que, em Junho de 2021, o Comité do Património Mundial da UNESCO tinha pedido que o Governo de Macau procedesse a um estudo da zona ao longo da Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues no âmbito da concepção urbana e plano de conservação. Assim, encomendou o estudo à Conservision. “A equipa encarregue do presente estudo conta com especialistas e académicos veteranos na área da protecção do património nacional e já realizou mais de 1.000 projectos que envolvem mais de metade do património mundial do interior da China e centenas de sítios listados no património cultural relevante a nível nacional”, explicou o Governo. A área de estudo abrange ambos os lados da Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues e estende-se ao ZAPE e ao NAPE.

      Este estudo determina, então, sete corredores visuais e vistas para o Farol da Guia. Assim, se o Governo decidir adoptar as recomendações dos especialistas do interior da China, a altura máxima daquela zona vai ter de baixar. Actualmente, a altura máxima é de 90 metros, mas, após análise da empresa de consultadoria, diz que a altura máxima deve ser de 60 metros. Foi também sugerida a construção de edifícios com andares escalonados, para “reduzir a sensação de constrangimento”, disse Jin Bin, responsável da Conservision, na conferência de imprensa de sexta-feira. Citado pela TDM Canal Macau, Jin Bin indicou que há 21 lotes problemáticos, sendo que a maior parte desses lotes já tem construções acima do desejável. Lai Weng Leong, director da Direcção dos Serviços de Solos e Construção Urbana (DSSCU), disse que será suspensa a emissão da planta de condições urbanísticas das zonas em causa.

      O Instituto Cultural decidiu, assim, suspender a autorização de construção no lote 134 da Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, explicou Leong Wai Man, presidente do organismo, esclarecendo, por outro lado, que os edifícios já existentes não serão afectados, a não ser que haja a sua reconstrução.

      Este é ainda um estudo preliminar, ressalvou o Governo. “Com base no relatório deste estudo e depois de auscultar as opiniões da sociedade e ter em conta a situação actual das construções existentes na zona em causa, os indicadores técnicos de construção, os trabalhos concretos para a implementação de várias medidas, etc., o Governo da RAEM irá submeter os resultados do estudo, conforme os procedimentos determinados, ao Centro do Património Mundial da UNESCO, para efeitos de revisão e emissão de um eventual parecer”, esclarece uma nota do Executivo.