Passagem fronteiriça facilitada fez diminuir negócios nas lojas de encomendas  

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Os negócios das lojas de recepção de encomendas em Macau registaram uma quebra de 20% depois do levantamento das restrições de passagem transfronteiriça entre Macau e a China Continental, com a abolição da exigência de teste de Covid-19 no início deste ano.

De acordo com o presidente da Associação de Promoção do Desenvolvimento Logístico do Comércio Electrónico de Macau, Cheang Hang Tai, a facilitação de deslocação a Zhuhai e a implementação da política de “Circulação de veículos de Macau na província de Guangdong” permitem agora aos residentes levantar as encomendas directamente no interior da China, com um custo de transporte mais baixo.

“Com a permissão da circulação de certos veículos de Macau na província de Guangdong, muitos residentes aproveitam para conduzir até ao Continente para entretenimento e gastronomia. É conveniente procurarem as encomendas nas lojas de recolha em Zhuhai antes de regressarem a Macau”, notou.

O responsável salientou que a escala da indústria de recepção de encomendas em Macau está a diminuir gradualmente, acrescentando que, “embora a logística tenha voltado à eficiência habitual como no passado, estima-se que o número de entregas que chegam ao território tenha reduzido de 10 a 20% em comparação com o período da epidemia, tendo os negócios caído até 20%”.

Nesse sentido, as empresas deste sector estão a ajustar a localização das lojas para “estabilizar as operações”, dado que a distância é um factor crucial para o desempenho de negócios. Segundo explicou Cheang Hang Tai, previamente, as lojas de recepção de encomendas concentravam-se nos bairros velhos. Agora, é dada prioridade à localização em zonas residenciais com elevada densidade populacional e alta capacidade de consumo entre os moradores da área. “Como o caso das zonas residenciais de luxo na Taipa e na Areia Preta, os residentes preferem comprar online, conseguindo assim apoiar a operação dessas lojas”, apontou.