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      Serviços de Saúde continuam a responder com dados dos últimos dois anos de pandemia

      A pandemia evoluiu, mas confrontados com pedidos de números actuais, referentes apenas a este ano, as autoridades sanitárias revelam que não têm as estatísticas preparadas dessa forma, assumindo que o registo é feito globalmente, desde o início da pandemia em Fevereiro de 2020. Ainda assim, Leong Iek Hou prometeu trazer os novidades compiladas para a próxima conferência de imprensa. Em relação a mais quartos disponíveis em hotéis de observação médica, a DST admitiu que pode ter que “ajustar a situação”.

      Apesar de assumir que a grande maioria dos casos confirmados de Covid-19 em Macau nos últimos tempos terem surgido no intervalo de três a sete dias, as autoridades sanitárias, ainda assim, não tinham ontem disponíveis, na habitual conferência de imprensa semanal do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus sobre o ponto de situação da Covid-19 no território, dados apenas relativos a este ano, desde Janeiro.

      A chefe da Divisão de Prevenção e Controlo de Doenças Transmissíveis dos Serviços de Saúde, Leong Iek Hou, afirmou mesmo aos jornalistas que os dados são compilados como um todo, de forma global, assegurando que na próxima conferência de imprensa já virá munida de novidades quanto a esse particular. “Vou pedir esses dados, mas posso garantir que a maioria dos casos foram detectados dentro de sete dias”, referiu a médica.

      A redução do tempo de observação médica para 10 dias (mais sete de autogestão) também foi discutido entre os elementos do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus e os jornalistas. “Macau tem condições para lançar a proposta porque a Ómicron tem um período de incubação mais curto”, admitiu Leong Iek Hou, acrescentando que “os sete dias de autogestão servem para evitar que ocorram casos depois dos 10 dias” e, por isso, as autoridades “consideram ser importante mais cinco testes durante o período de autogestão de saúde”.

      Leong Iek Hou explicou ainda que a recolha de amostras para testes de ácido nucleico durante esses 10 dias “foi ajustada para assegurar que as pessoas em quarentena possam sair dos hotéis no final do décimo dia, e não ao décimo primeiro”, como inicialmente anunciado. Contudo, nem tudo é assim tão linear, podendo, de acordo com a logística inerente, “a saída pode acontecer a uma hora tardia”. “Vamos pedir à empresa que recolhe as amostras que o faça logo pela manhã para que possamos ter os resultados de tarde e as pessoas possam sair o mais rápido possível do hotel”.

      A médica, que na maioria das vezes tem dado a cara pelos Serviços de Saúde em matérias relacionadas com a pandemia de Covid-19, reiterou que as autoridades “vão continuar a acompanhar se esta nova medida trará risco de surto na comunidade”. “Vamos analisar, estudar e melhorar os nossos procedimentos”, atirou.

      Leong Iek Hou também assumiu que ainda é cedo para pensarmos já na possibilidade 7+7, reiterando que o Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus “continua a estudar e a acompanhar a situação no mundo”. “Depois de uma análise mais detalhada, poderemos, eventualmente, anunciar outro resultado.”

      A responsável lembrou que a dose de reforço reduz a situação de doenças graves ou morte, “algo que está já provado”, e admitiu que o Governo ainda “não tem margem” para reduzir o preço dos testes de ácido nucleico obrigatórios a serem realizados durante o tempo de observação médica em hotel designado.

      Outra situação que Leong Iek Hou admitiu ser verdadeira tem a ver com o aumento de entradas em Macau nos últimos tempos, mas a médica não associou isso directamente ao relaxamento dos tempos de quarentena obrigatória, procurando justificar esse aumento com “as férias de Verão” e com “o levantamento das restrições para TNR e familiares, bem como a professores estrangeiros”.

      Leong Iek Hou também falou um pouco sobre a varíola dos macacos, doença que a Organização Mundial de Saúde(OMS) admitiu esta semana deverá mudar de nome devido à “necessidade urgente de um nome que não seja discriminatório nem estigmatizante”. “Estamos a tentar adquirir vacinas contra a doença”, admitiu a chefe da Divisão de Prevenção e Controlo de Doenças Transmissíveis dos Serviços de Saúde.

      NÚMERO DE QUARTOS PODE SER “AJUSTADO”

      Em relação ao possível aumento da demanda por hotéisde quarentena devido ao regresso dos residentes que se deslocaram aos seus países quase depois de três anos em Macau, a chefe do departamento de Comunicação e Relações Externas da Direcção dos Serviços de Turismo (DST), Lau Fong Chi, admitiu que, se forem necessários mais hotéis, a entidade vai “tentar ajustar a situação, renovando, por exemplo, os contratos com os hotéis para haver mais quartos de quarentena”.

      Dados relativos ao dia de ontem mostram que foram administradas até ao momento 1.432.117 doses de vacinas contra a Covid-19. 611.929 pessoas foram inoculadas, sendo que a primeira dose já foi administrada a 28.182 indivíduos e 308.552 pessoas estão totalmente imunizadas, com duas doses. 275.195 pessoas já foram vacinadas com a terceira dose. A percentagem da população vacinada, pelo menos com uma dose, é de 89,57%. Nas últimas 24h, ocorreram setenotificações de eventos adversos (sete eventos adversos ligeiros e nenhum grave, tendo sido cinco casos relacionados com a vacina inactivada da chinesa Sinopharm e dois casos da vacina mRNA da germânica BioNTech). Desde o início do programa de vacinação em Macau que ocorreram 5.235notificações de eventos adversos, tendo sido a sua maioria (5.221) considerados adversos ligeiros e apenas 14 graves. Um total de 280 pessoas em Macau foram inoculadas com outros tipos de vacinas (126 na primeira dose, 81 na segunda dose e 73 na terceira dose).

      PONTO FINAL