Os casos de doenças transmissíveis de declaração obrigatória em Macau viram uma queda de 28% no mês passado, tendo diminuído para 1.158 casos. De acordo com os dados dos Serviços de Saúde, a infecção de gripe continuou a dominar a maioria dos casos. Destaca-se ainda o aumento significativo de casos de infecção por norovírus, que cresceu 220% face ao mês anterior e 44% em termos anuais.
Os Serviços de Saúde alertam para o aumento de incidência de infecção por norovírus, cujo número de casos apresentou “alterações significativas” no mês passado em Macau.
A doença, com infecção mais frequente no Inverno, registou 13 casos em Julho, o que representa um aumento de 220% em relação aos quatro casos registados no mês anterior. Segundo os dados de monitorização divulgados pelas autoridades, os casos representam ainda uma subida de 44,4% em relação aos nove casos registados no mesmo período do ano passado.
De acordo com os Serviços de Saúde, a infecção por norovírus é uma doença transmissível do tracto gastrointestinal, causada por norovírus transmitida principalmente pelo consumo de alimentos ou água contaminados, pelo contacto com vómitos ou excrementos dos doentes e pelo contacto com materiais contaminados, podendo também ser transmitidas por gotículas de saliva no ar.
O vírus é o principal agente patogénico da gastrenterite não bacteriana, podendo causar surtos de gastrenterite em lares de idosos, escolas e outros estabelecimentos colectivos. “Todos os grupos etários estão susceptíveis de infecção e o Inverno é a estação de maior incidência”, notou o organismo.
Os Serviços de Saúde divulgaram os dados sobre doenças de declaração obrigatória em Julho onde se constata uma redução mensal de 28% no registo de doenças transmissíveis, passando de 1.616 casos em Junho para 1.158 casos.
Recorde-se que, actualmente, existem 45 tipos de doenças em Macau que necessitam de declaração obrigatória.
A gripe, como nos últimos meses, continua a liderar entre as doenças com maior número de casos, contabilizando 831 casos (72%), seguida pela infecção por enterovírus, com 184 casos (16%), e pela escarlatina e varicela, com 27 casos cada (2%).
No que diz respeito à infecção por enterovírus, no mês passado verificaram-se 184 casos relacionados, o que corresponde uma diminuição de 66,7% em termos anuais, mas um aumento de 20,3% face ao mês anterior.
A infecção pelo enterovírus ocorre durante o ano inteiro, mas é no Verão que tem maior incidência, sendo o vírus a fonte de várias doenças tais como a síndrome mão-pé-boca e a herpangina, ou até miocardite e meningite asséptica.
Os Serviços de Saúde apontam que a infecção por enterovírus ocorre na maioria dos casos em crianças com idade inferior a cinco anos, sendo que a transmissão surge por contacto directo com fezes dos doentes infectados, gotículas de saliva ou com materiais contaminados.
NOVE CASOS DE CHIKUNGUNYA
As autoridades informaram ainda o registo, no mês passado, de nove casos de febre chikungunya, com dois casos locais e sete importados; bem como dois casos de dengue, um local e um importado. No mês anterior não se registou nenhum caso.
Neste caso, o organismo alerta os residentes para a necessidade de permanecerem vigilantes e de seguirem as medidas de prevenção e de controlo das doenças transmitidas por mosquitos.
Os Serviços de Saúde voltam a sensibilizar a população sobre estas doenças, recordando que a dengue e a chikungunya são transmitidas pelos mosquitos Aedes albopictus ou Aedes aegypti, com sintomas semelhantes. Os sintomas da dengue são febre, dores de cabeça, dores nas costas, dores musculares e articulares, bem como erupções cutâneas. Os casos graves podem incluir hemorragia e choque, enquanto a febre chikungunya provoca sintomas, normalmente ligeiros, como febre, dores articulares intensas e erupção cutânea. No entanto, a dor articular pode ser suficientemente grave para limitar as actividades diárias e persistir durante semanas ou meses.











