A operadora de jogo em Macau Sands China anunciou ontem um prejuízo de 10 milhões de dólares no primeiro trimestre de 2023, menos 97% do que no período homólogo. Num comunicado enviado à bolsa de valores de Hong Kong, a Sands China revelou ainda que as receitas mais que duplicaram em comparação com os primeiros três meses de 2022, atingindo 1,27 mil milhões de dólares.
Na nota, o director executivo da Sands China, Robert G. Goldstein, admitiu que “as restrições às viagens e a descida dos visitantes continuaram a afetar” o desempenho da operadora.
De acordo com dados oficiais, nos primeiros dois meses deste ano, Macau recebeu quase três milhões de visitantes, mais do dobro em relação ao mesmo período de 2022, mas menos 57% do que no início de 2019, antes da pandemia.
Desde o início da pandemia, as operadoras têm acumulado prejuízos sem precedentes em Macau, que seguiu até meados de dezembro a política chinesa de ‘zero covid’, com a imposição de quarentenas, confinamentos e testagem massiva. Ainda assim, Goldstein disse no comunicado de ontem que “está em andamento uma forte recuperação dos gastos em viagens e turismo”, algo que em Macau se tem refletido tanto nos casinos como em outras áreas, acrescentou.
O executivo sublinhou que a Sands China permanece “profundamente entusiasmada com a oportunidade de continuar” a investir para “reforçar a atractividade turística de Macau (…), incluindo para visitantes estrangeiros.
A Venetian Macau, uma subsidiária da Sands, anunciou a 17 de Dezembro que irá gastar 30,2 mil milhões de patacas, incluindo 27,8 mil milhões em programas não jogo.
A aposta em elementos não jogo e em visitantes estrangeiros foram algumas das exigências das autoridades de Macau para a renovação por 10 anos das licenças das seis concessionárias a operar no território, que entraram em vigor a 1 de Janeiro.











