O Chefe do Executivo admite que o desemprego estrutural é actualmente um problema grave em Macau. Confrontado pela dificuldade de emprego manifestada pelos cidadãos, Ho Iat Seng referiu estar, entretanto, confinante ao futuro decréscimo da taxa de desemprego. Indicou que há uma diversidade de áreas na cidade que precisam de trabalhadores, com diferentes condições de emprego, mas que pode não corresponder à expectativa das pessoas, e o Governo não pode forçar a sua aceitação de emprego.
O desemprego estrutural tem sido um problema em Macau e tornou-se mais grave após a reabertura do território depois da pandemia, reconheceu o Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, na sessão de perguntas e respostas da sexta-feira passada, na Assembleia Legislativa. O governante apontou que, apesar de se registarem residentes desempregados, existem também muitas vagas no mercado, mas que pode haver uma lacuna entre as condições dos postos disponibilizados e as exigências dos candidatos.
“Muitos deverão colocar questões sobre o problema estrutural de Macau, isso é um facto. Macau está aberta agora, mas existe um problema de desemprego estrutural ainda mais grave”, disse Ho Iat Seng, salientando que o Governo está atento à situação, pelo que organiza todas as semanas sessões de emparelhamento de trabalho. Frisou ainda que a medida ajudou o emprego de 6.288 pessoas em 2022 e 2.021 pessoas no primeiro trimestre deste ano.
O Chefe do Executivo disse também, em resposta à pergunta levantada pelo deputado Leong Sun Iok, que está disponível a função de “Ofertas de emprego locais” na Conta Única, com 5.000 postos de trabalho fornecidos actualmente, de mais de 170 tipos de emprego.
“A taxa de desemprego está no nível de 4,1%. Prevejo que a percentagem em Março deve ser ainda menor. Na história de Macau, a taxa de desemprego foi de 1,7% nos anos mais prósperos e de pico. Depois de subtrair esse número, a diferença é de mais de dois pontos percentuais, o que corresponde a cerca de seis mil pessoas”, analisou. Ho Iat Seng prosseguiu que “contando com as 5.000 vagas na Conta Única, aqui já representa quase 1,8% de taxa de desemprego”.
Ho Iat Seng apelou à população para experimentar diferentes tipos de profissões, tendo as autoridades trabalhado para ajudar os desempregados, e “o que o Governo pôde fazer, foi feito da melhor maneira possível”.
Enfatizou, no entanto, que a decisão é pessoal e o Governo não pode obrigar as pessoas a aceitar um emprego. “Há muitas vagas, mas é claro que podem haver algumas lacunas em relação aos requisitos dos cidadãos. Há postos com condições muito boas, como programadores de computador, mas a contratação depende da competência dos candidatos. Também há outros com nível salarial diferente, se acharem demasiado dura a profissão de construção ou de limpeza, podem ainda trabalhar em escritórios”, destacou.
O líder de Macau recordou que a situação de procura de emprego em Macau mudou recentemente com o regresso de contratação em vários sectores, nomeadamente na hotelaria, nomeadamente na hotelaria, recordando o encerramento de 4.000 quartos de hotel durante a Páscoa devido à falta de pessoal de limpeza. “Macau é uma sociedade orientada para os serviços e muitos empregos requerem mão-de-obra, portanto podemos estudar juntos a questão estrutural. Esperamos resolver a situação das pessoas que não foram contratadas até agora”, concluiu.











