Um investigador do Comissariado Contra a Corrupção (CCAC) testemunhou na sessão de ontem do julgamento do caso das Obras Públicas, que envolve os antigos directores Li Canfeng e Jaime Carion. No tribunal, o investigador indicou que os arguidos do caso estiveram sob escuta durante mais de quatro anos e sabiam que estavam a ser investigados. Segundo a TDM Canal Macau, o investigador relatou que William Kuan tinha ajudado financeiramente Jaime Carion a fugir para Portugal.
Segundo o investigador, as relações existentes entre os arguidos são prova de que se trata de uma associação criminosa e de corrupção. A testemunha deu como prova das “fortes relações” entre os arguidos os registos conjuntos das fronteiras, viagens em jactos privados, encontros em restaurantes e mensagens. Segundo o investigador, estas ligações serviram para combinar aprovações ilegais de empreendimentos e estratégias de fuga. O CCAC diz também que Kuan e Sio Tak Hong mantiveram encontros em Hong Kong.
De acordo com o Canal Macau, a testemunha ainda revelou que os dois empresários sabiam, pelo menos dois anos antes, que Carion iria deixar o cargo de director das Obras Públicas e seria substituído por Li Canfeng no cargo. Li Canfeng terá recebido benefícios ainda antes de ter chegado ao cargo.
A acusação do Ministério Público a Li Canfeng diz que o antigo director da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) terá recebido vários benefícios ilícitos da parte de promotores imobiliários para aprovação de projectos. Nas sessões do julgamento, o antigo governante tem negado as acusações. Jaime Carion e Li Canfeng são acusados da prática de crimes como associação secreta, associação criminosa, branqueamento de capitais e abuso de poder.











