A Região Administrativa Especial de Macau encontra-se em terceiro lugar num ranking interactivo de esperança de vida produzido pela plataforma Our World in Data (https://ourworldindata.org) com dados confirmados, referentes a 2021. O território só é suplantado pelo principado do Mónaco, na Europa, com uma estimativa de vida de 85,9 anos, e pela região vizinha de Hong Kong, que apresenta uma esperança de vida de 85,5 anos.
A título de comparação, a RAEM tinha, em 1950, uma esperança média de vida de 59,8 anos. Dez anos depois, em 1960, esse valor aumentou para 65 anos. Em 1970, já era de 69,2 anos, sendo que nos anos de 1980 a média foi de 75 anos. Nos anos de 1990 esse valor, em média, passou a ser de 78 anos e, em 2000, foi de 81 anos. Dez anos depois, em 2010, a expectativa de vida foi de 83,1 anos e, em 2020, de 85,2 anos.
A Our World in Data usa os dados mais actualizados compilados pela divisão de população da Organização das Nações Unidas (ONU), que acompanha o desenvolvimento dos países.
Depois dos três territórios, as regiões com maior expectativa de vida à nascença são Japão (84,8 anos), Austrália (84,5), Suíça (84), Malta (83,8), Coreia do Sul (83,7), Liechtenstein (83,3) e Noruega (83,2).
De acordo com o mesmo ranking, Reino Unido e Estados Unidos da América, por exemplo, não surgem entre os 30 primeiros classificados. O Reino Unido tem uma expectativa de vida de 80,7 anos, ocupando a 34.ª posição, e os EUA estão bem abaixo, em 69.º lugar, com uma expectativa de vida de apenas 77,2 anos. Aliás, a China Continental tem uma expectativa de vida maior do que a dos americanos, com 78,2 anos. Em Taiwan, a esperança média de vida é de 81 anos.
Em relação à lusofonia, Portugal tem uma esperança de vida de 81 anos, o Brasil de 72,8. Já em África, Cabo Verde apresenta uma esperança média de vida de 74,1 anos, São Tomé e Príncipe de 67,6 anos, Angola de 61,6 anos, Guiné-Equatorial de 60,6 anos, Guiné-Bissau de 59,7 anos, Moçambique de 59,3 anos. Timor-Leste, na Oceânia, tem uma média de 67,7 anos.
A Our World in Data considera que, “graças aos avanços da medicina, a expectativa de vida aumentou consideravelmente em todo o mundo nas últimas décadas”. “Em 1950, por exemplo, a expectativa média de vida de uma pessoa no mundo era de 46,5 anos, mas em 2021, e já em plena pandemia de Covid-19, esse número aumentou para 71 anos”, explica a plataforma.
Contudo, acrescenta, “as taxas de crescimento da expectativa de vida diminuíram nos últimos anos em países de altos rendimentos, o que, segundo especialistas, está intimamente ligado a uma população envelhecida e a um aumento de casos de doenças cardiovasculares”.
Nos últimos três anos, durante os piores momentos da pandemia de Covid-19, os países e regiões do mundo viram as suas expectativas de vida caírem devido a um “aumento sem precedentes da mortalidade”, revelou um estudo conjunto da Universidade de Oxford, em Inglaterra, e do Instituto Max Planck.











