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      Alvis Lo garante espaços suficientes para armazenamento adequado de cadáveres

      O director dos Serviços de Saúde, Alvis Lo, sublinhou que os actuais serviços funerários em Macau são capazes de atender às necessidades dos cidadãos, tendo espaços suficientes refrigerados para armazenamento adequado de cadáveres. O responsável assumiu que houve uma grande acumulação de corpos no mês passado devido à infecção dos funcionários das agências funerárias, mas já foram optimizados o processo e o ritmo do tratamento dos cadáveres.

      Os Serviços de Saúde (SSM) garantem que há espaços suficientes em Macau para o armazenamento de cadáveres, e o processo de tratamento dos corpos e os serviços funerários são capazes de responder às necessidades dos residentes. Alvis Lo, director dos SSM, admite que existiu uma acumulação de corpos durante o pico do surto epidémico, mas a situação já voltou à normalidade após a coordenação entre o Governo e o sector.

      “Os espaços refrigerados são certamente suficientes para armazenar cadáveres. Mantemos sempre a comunicação com a indústria dos serviços funerários e, após um certo esforço dos funcionários do sector, o processamento e o ritmo dos serviços já foram optimizados e acelerados, tendo aumentado o volume de tratamento de cadáveres e disponibilizado serviços de cerimónias simples de despedida. Consegue, basicamente, responder às necessidades dos residentes”, destacou Alvis Lo, à margem da Cerimónia de Entrega de Medalhas e Títulos Honoríficos do Governo na passada sexta-feira.

      O responsável, citado pela Rádio Macau em língua chinesa, assumiu que foi registada recentemente uma grande sobrecarga no tratamento dos corpos, a procura dos serviços funerários mantém-se elevada e as agências estavam a sofrer pressões relativamente à prestação de serviços.

      “No início do recente surto, alguns trabalhadores das agências funerárias foram infectados e também muitos familiares dos falecidos decidiram adiar o velório depois de ficarem doentes, por isso houve uma altura em que se verificou uma grande acumulação de corpos”, explicou, prosseguindo que, por outro lado, com a aproximação do Ano Novo Chinês, muitos familiares querem tratar dos velórios dos falecidos antes desse período.

      Alvis Lo salientou ainda que, de momento, não há necessidade de Macau pedir emprestado temporariamente às regiões adjacentes locais para armazenamento de corpos, dado que a Casa Funerária Kiang Wu e outros hospitais possuem lugares suficientes para isso. Revelou, entretanto, que o plano de contingência para a pandemia prevê procedimentos para eventual empréstimo de refrigeradores do interior da China.

      Esclareceu o director do organismo na mesma ocasião que não houve qualquer perda de cadáver e os corpos são todos armazenados de forma adequada, de acordo com as regras de higiene.

      Recorde-se que uma residente fez queixa no programa Fórum Macau na sexta-feira sobre o caso de perda do corpo do seu falecido marido. Houve ainda uma outra denúncia de um residente alegando que a escassez do espaço refrigerado dos hospitais fez com que o corpo do seu familiar tenha entrado em decomposição quando foi encaminhado para a funerária, pelo que os familiares e amigos não puderam prestar homenagem ao falecido.

      “Posso garantir que não houve qualquer perda de corpo, porque temos um sistema de armazenamento adequado para cada falecido”, frisou o responsável, indicando que os SSM já tinham contactado com a residente e apurado que o cadáver estava a ser devidamente conservado nas instalações do Governo.

      O responsável sublinhou que os cadáveres são armazenados nas diversas instalações de saúde e agências funerárias, e o Governo vai “empenhar-se ao máximo no tratamento adequado dos corpos, pelo que os residentes não precisam de ficar muito preocupados”.

      Desse modo, os SSM mostram condolências e lamentam o facto de terem surgido mais casos de morte em Macau, tendo em consideração de que o recente surto no território atingiu o pico em meados de Dezembro, período em que se sobrepuseram “factores de frio e gripe”.

       

      RESOLVIDA ESCASSEZ DE PESSOAL MÉDICO

      O director dos SSM defendeu que o problema de recursos humanos nos hospitais já foi resolvido com o regresso ao posto do pessoal médico recuperado. Referiu que a mão de obra era restrita no início do surto devido à infecção da equipa médica, e existe agora, entretanto, apenas um pequeno número de funcionários doentes, representando cerca de 2% do pessoal.

      Por outro lado, as autoridades estão a ponderar fechar o centro de tratamento comunitário na Nave Desportiva dos Jogos da Ásia Oriental de Macau, consoante a necessidade prática e a situação de diminuição do número de pacientes hospitalizados.

      Depois do pico da infecção da Covid-19 no mês passado, o número de pessoas hospitalizadas reduziu significativamente. Segundo Alvis Lo, existem agora cerca de 50 pessoas a receber tratamento no centro comunitário, tendo a média diária de entrada dos internados nas instalações diminuído para menos de 20, sendo uma descida acentuada em relação a cem pessoas internadas no mês passado.