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      Coutinho quer saber porque é que o Governo permitiu concertos no Estádio de Macau

      Os concertos dos sul-coreanos Seventeen, que decorreram recentemente no Estádio de Macau, geraram grande descontentamento por parte das pessoas que residem perto do local. O ruído durante os ensaios e os problemas no trânsito naquela zona foram as principais queixas. Pereira Coutinho, numa interpelação escrita enviada ontem ao Governo, quer saber porque é que foi aberta uma excepção para a realização deste concerto naquele local.

       

      Depois da polémica com os concertos dos sul-coreanos Seventeen no Estádio de Macau, na Taipa, Coutinho também se juntou ao coro de críticas apontadas à organização do espectáculo. Numa interpelação escrita endereçada ontem ao Governo, o deputado pediu explicações sobre a realização dos concertos naquele espaço.

      Os concertos, que se realizaram no fim-de-semana de 20 e 21 de Janeiro, geraram críticas devido ao ruído e aos problemas de trânsito que provocou. Além disso, o relvado do estádio da Taipa ficou em más condições. O Instituto do Desporto (ID) já afirmou que exigiu à entidade organizadora do concerto a reparação dos danos no relvado e nas instalações, prevendo que tudo esteja resolvido na segunda metade de Fevereiro.

      Na interpelação escrita, o deputado começou por lembrar que o ID tem tido como política a não cedência das instalações desportivas em qualquer circunstância. “Surpreendentemente, o ID abriu uma excepção permitindo o aluguer do campo de futebol do estádio da Taipa a uma empresa privada para realizar dois concertos”, comentou.

      “A organização de eventos, na RAEM, tal como em outro local do mundo, requer planeamento, coordenação e atenção aos detalhes, sendo de primordial importância a utilização de uma equipa experiente e dedicada, para garantir que estes decorrem com o mínimo de impacto urbano para a população local”, frisou o deputado, relembrando que os concertos foram realizados “numa área predominantemente residencial, o que gerou durante uma semana inteira uma grande controvérsia entre os moradores da proximidade do local, onde se verificou um movimento inusitado de turistas, com um significativo congestionamento do tráfico rodoviário e dificuldade de circulação para os residentes, que enfrentaram grandes dificuldades em chegar a tempo ao seu emprego, ou em regressar a casa para preparar as refeições para suas famílias”.

      Além disso, provocou “inúmeras queixas entre os moradores, devido ao ruído causado pela aparelhagem sonora durante os concertos, bem como os transtornos significativos para a vida da comunidade local, resultantes do encerramento de várias estradas, com o inevitável impacto negativo à circulação de veículos e peões”. Por outro lado, “o facto de o local ter ficado danificado após a sua realização, é compreensivelmente problemático, uma vez que prejudica futuras actividades desportivas naquele local”.

      Coutinho questionou quais as razões pelas quais os espectáculos não se terem realizado em locais alternativos mais adequados, como o Macau Dome ou numa das instalações das seis concessionárias.

      Assim, o deputado eleito pela via directa perguntou ao Governo qual o motivo pelo qual foram aprovados os concertos no Estádio de Macau: “Porquê esta excepção e qual a sua base legal?”. “Quais foram as principais razões que levaram à escolha do campo de futebol do estádio da Taipa para a organização do evento e não terem optado pelo Macau Dome, mais apropriado para este tipo de eventos? Quem conduziu o processo de auscultação pública prévia? Quando ocorreu e qual foi o resultado dessa sondagem para autorizar os dois concertos no campo de futebol do estádio da Taipa?”, interrogou Coutinho.

      O deputado também perguntou como foram desencadeados os procedimentos para o aluguer do estádio e quais as contrapartidas estipuladas do respectivo contrato com a empresa organizadora. Pediu ainda dados sobre o número de espectadores em cada um dos concertos e o valor dos impostos a serem eventualmente pagos pela organização.

      Por fim, pediu detalhes sobre valores contratados com a empresa organizadora para o pagamento de despesas com a energia eléctrica, o aluguer, e outros serviços, uma estimativa dos custos de reparação dos estragos no relvado e se é conhecido o número de actividades desportivas ou de outra natureza que serão afectadas pelos trabalhos de reparação do campo de futebol.