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      Deputado quer menos resíduos descartados e maior nível de reciclagem

      O legislador Ngan Iek Hang exorta o Governo a introduzir novas medidas para promover a recolha selectiva de resíduos, que incluem, por exemplo, cooperação com cidades vizinhas para explorar novos meios de tratamento de resíduos e apoio ao sector da reciclagem. Numa interpelação, Ngan mostrou-se atento à quantidade de resíduos sólidos urbanos descartados per capita em Macau, que tem vindo a ser superior à de Hong Kong e Cantão.

       

      Ngan Iek Hang, deputado à Assembleia Legislativa, enviou uma interpelação escrita ao Governo para manifestar a sua preocupação sobre os trabalhos de separação e reciclagem de resíduos em Macau. Em particular, solicitou aumentar a taxa de recolha de resíduos recicláveis, bem como novos meios de tratamento de lixo.

      Começando por salientar a situação de produção de resíduos no território, o legislador apontou que, segundo dados oficiais, a quantidade de resíduos sólidos urbanos descartados per capita diminuiu em 2022 em relação ao ano anterior, contudo, continua a ser superior à de locais vizinhos como Hong Kong e Cantão. De acordo com o Relatório do Estado do Ambiente publicado pelos Serviços de Protecção Ambiental, a referida quantidade foi de 1,77 kg por dia, enquanto que em Hong Kong foi de 1,53 kg, em Cantão foi de 0.86 kg e 1,57 kg em Singapura.

      “A taxa global de recolha de resíduos recicláveis foi de 22,5%, ainda tem de ser melhorada”, sublinhou Ngan Iek Hang. Recorde-se que a taxa de reciclagem registada no ano passado foi mais baixa do que a de 2021, quando se registou 24,5%.

      “O tratamento de resíduos tem sido sempre um problema difícil de enfrentar por países e regiões de todo o mundo. Actualmente, o tratamento envolve principalmente a incineração, a deposição em aterro e a separação e reciclagem de resíduos, sendo a anterior um meio importante para o desenvolvimento sustentável a longo prazo”, abordou. O deputado admitiu que o Governo de Macau, como as autoridades de outros lugares, tem promovido a recolha selectiva de resíduos, mas, segundo a situação actual, deve haver uma dedicação maior para que “todos os cidadãos participem na reciclagem de resíduos”.

      Ngan Iek Hang, na sua interpelação, lembrou o exemplo de Zhuhai, cidade do outro lado da fronteira, cujo governo deu início à construção de uma “cidade sem resíduos” há alguns anos e introduziu legislações sobre a separação de resíduos. “Um outro exemplo é Hengqin, que também implementou uma política semelhante em 2019, com o estabelecimento de oito locais de demonstração para a separação de resíduos em bairros residenciais, bairros culturais e educativos, zonas de escritórios”, referiu.

      Segundo o deputado, na Ilha da Montanha foi criado ainda o primeiro centro de tratamento de separação de resíduos que entrou em funcionamento em 2021. “Com a integração dos dois locais no futuro, acredita-se que há oportunidades para promover o aumento da separação e recuperação de resíduos em Macau através da cooperação transfronteiriça”, disse.

      O deputado ligado à União Geral das Associações dos Moradores referiu estar atento também ao sector da reciclagem em Macau, dado que “existem muitas dificuldades no desenvolvimento da indústria”. Os resíduos recicláveis de Macau são principalmente exportados para o exterior para a sua transformação em recursos, incluindo também os que vêm dos planos de recolha liderados pelo Governo e das actividades de recolha exploradas por entidades particulares, havendo ainda uma parte pequena reciclada localmente. As autoridades alertaram uma vez que “a taxa de recolha tem oscilado consideravelmente” nos últimos anos, devido ao ajustamento das políticas do interior da China em relação à importação e exportação de resíduos.

      Nesse sentido, Ngan Iek Hang pede um maior aproveitamento do espaço da Zona A dos Novos Aterros, bem como uma maior cooperação com as cidades da Grande Baía “para resolver o problema do lixo de Macau”.

      Por fim, o deputado propôs ainda mais medidas para reforçar a sensibilização dos cidadãos sobre a separação de resíduos, incutindo conhecimentos para distinguir resíduos tóxicos e resíduos perigosos. Sugeriu ao Governo que estude a possibilidade de organizar roteiros para visitas de estudo, visitas e aprendizagem e cursos de formação, onde os residentes podem “observar” os trabalhos de recolha selectiva de resíduos do território e de outros locais.