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      Operadoras prometem investir mais de 100 mil milhões de patacas em elementos não jogo

      As seis operadoras existentes, que garantiram a possibilidade de explorar o jogo do território por mais 10 anos, assinaram na sexta-feira o novo contrato de concessão com o Governo da RAEM. Para o sector do jogo estão reservados investimentos na ordem das 10 mil milhões de patacas.

      As concessionárias de jogo que já operam no território assinaram, finalmente, um contrato de 10 anos para exploração do sector. No entanto, conforme o estipulado nos novos compromissos, vão ter de apostar forte nos elementos não jogo cujo investimento será de 108,7 mil milhões de patacas. Para o sector do jogo propriamente dito está reservada uma fatia muito mais pequena de cerca de 10,1 mil milhões. Os contratos de concessão entram em vigor a 1 de Janeiro.

      “Neste concurso público, as seis empresas adjudicatárias comprometeram-se a fazer um investimento nos elementos não jogo de mais de 100 mil milhões de patacas e quanto ao jogo cerca de 10 mil milhões de patacas”, afirmou, durante uma conferência de imprensa sobre a assinatura dos novos contratos de concessão, o presidente da comissão do concurso público para a atribuição de concessões para a exploração de jogos de fortuna ou azar, André Cheong.

      Horas antes, o Chefe do Executivo havia realizado a cerimónia de assinatura dos novos acordos com as seis operadoras. Ao mais alto nível, diga-se. Ho Iat Seng, secundado pelo secretário para a Administração e Justiça e pelo secretário para a Economia e Finanças, rubricou, em duplicado, os seis contratos que agora passarão a vigorar nos próximos 10 anos.

      Pansy Ho, da MGM Grand Paradise, Lui Che Woo, o carismático líder da Galaxy Casino, Wong Ying Wai, da Venetian Macau, Lawrence Ho, pela Melco Resorts, Craig Billings, em nome da Wynn Resorts, e Daisy Ho, pela SJM, fizeram as suas partes, assinando os mesmos documentos oficiais, sob o olhar atento de uma notária pública.

      Recorde-se que a aposta em elementos não jogo e visitantes estrangeiros são duas das exigências estabelecidas pelas autoridades que esperam assim diversificar a economia do território. “Depois de 20 anos de desenvolvimento, o jogo, tanto nas suas instalações básicas, como nos seus equipamentos, já tem uma certa dimensão, por isso o Governo não espera uma expansão ilimitada do jogo, tem de ser um desenvolvimento estável e, ao mesmo tempo, é preciso dar mais espaço de desenvolvimento dos elementos não jogo”, notou André Cheong.

      O governante acrescentou ainda que as operadoras vão estabelecer planos anuais de actividades, sendo que já existem projectos em cima da mesa para o ano que se avizinha, “como espectáculos e convenções”.

      A Venetian Macau é a concessionária que apresentou o plano de investimentos mais avultado com 30,239 mil milhões de patacas. Segue-se a Galaxy Casino que prometeu investir 28,350 mil milhões, enquanto a Wynn tem planos para gastar 17,730 mil milhões de patacas. A MGM vai investir 16,700 mil milhões de patacas. A SJM Resorts, S.A. acordou com o Executivo gastar 14,033 mil milhões de patacas e, por fim, a Melco Resorts pretende investir 11,823 mil milhões de patacas. As concessionárias vão ter ainda de apresentar uma garantia bancária no valor de 1000 milhões de patacas para cumprimento das obrigações legais ou contratuais.

      Na mesma conferência de imprensa, o secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Nong, revelou que a partir de Janeiro vão operar no território 11 casinos-satélite, nove explorados pela SJM, um pela Galaxy e outro pela Melco. Até agora estavam a operar no território 18 casinos-satélite.

      Também Elsie Ao Ieong usou da palavra para garantir aos jornalistas que a reabertura de fronteiras e as ligações ao exterior vão ser retomadas muito em breve. A secretária para os Assuntos Sociais e Cultura pretende ver os residentes a retomarem as viagens aéreas e o transporte por ferryboat até Hong Kong ou à China continental, mas pede calma.