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      Detectados mais 19 casos positivos. Autoridades afastam quarentena domiciliária de contactos próximos

      O número de casos detectados de Covid-19 continua a aumentar em Macau, com dez casos confirmados no fim-de-semana ligados à infecção do taxista e outros nove importados da China Continental, alguns com itinerários na comunidade. Alvis Lo, director dos Serviços de Saúde, afirmou que Macau não vai seguir o interior da China e permitir que os contactos próximos façam quarentena em casa.

      Foram registados mais 19 casos de infecção por Covid-19 em Macau durante este fim-de-semana, entre os quais, dez casos estão relacionados com o mais recente surto cujo primeiro caso foi de um taxista local. Oito destes casos foram encontrados sob controlo e dois casos estavam na comunidade. Já os restantes nove casos tratam-se de residentes do Continente, seis estavam no mesmo voo proveniente de Pequim.

      O território, desde o surgimento de um caso positivo de um taxista de 74 anos na passada segunda-feira, detectou cerca de 30 casos de infecção da mesma cadeia de contágio, nomeadamente familiares do taxista e residentes que têm os mesmos itinerários em diversos restaurantes que o taxista frequentou.

      Perante o aumento de casos na cidade, mas também um alívio das medidas na China Continental, Alvis Lo, director dos Serviços de Saúde, afastou, no entanto, a hipótese de quarentena domiciliária para pessoas de contacto próximo com os infectados, sendo que esta medida está a ser implementada já na cidade vizinha, Zhuhai.

      O responsável, citado pelo portal All About Macau, salientou que a orientação geral da política local vai seguir os objectivos nacionais, mas deve ser adoptada de acordo com a situação real de Macau. “Se a sociedade aceitar a existência de um certo grau de epidemia, pode considerar esta medida sem dúvida, mas, neste momento, quando Macau tem o objectivo de zero casos, pode não ser adequada a medida para a situação prática local”, apontou.

      Alvis Lo salientou que Macau está a enfrentar uma pressão considerável dos casos importados do interior da China, reiterando, entretanto, que vai implementar os trabalhos antiepidémicos “de forma científica, precisa e eficaz”, para reduzir os impactos a vida da população. O director explicou que as “políticas optimizadas” incluem reduzir a organização de grandes eventos, sem zona amarela ao redor da zona vermelha, e menos testagem em grande escala.

      O Governo pretende ainda lançar um programa de fornecimento de kits anti Covid-19, permitindo adquisição de máscaras KN95 e testes rápidos por baixo preço. Alvis Lo revelou ainda que está a estudar distribuição de kits à população em caso de surto de grande escala, no qual consta máscaras KN95, testes rápidos e medicamentos necessários. Destacou que as autoridades vão garantir o acesso de produtos antiepidémicos dos cidadãos.

       

      DA MESMA CADEIA

      Um residente de 20 anos, aluno da Universidade Politécnica de Macau, foi diagnosticado no sábado. Este caso foi encontrado na comunidade. Segundo apurou o Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus, o jovem teve uma refeição a 29 de Novembro num restaurante na Barra, onde esteve o caso positivo anunciado na quarta-feira, de um estivador da Ponte Cais do Porto Interior, ligado ao taxista infectado.

      Os Serviços de Saúde indicam que o aluno permaneceu na sala de aula B8 da UPM localizada no Magnificent Court das 10h às 11h do dia 1 de Dezembro, e participou no exame no Pavilhão Desportivo da UPM, das 14h30 às 15h30 em 2 de Dezembro.

      Houve ainda um caso de infecção de uma enfermeira de 45 anos, que deu positivo no teste rápido no sábado. A enfermeira teve contacto com um caso confirmado no dia 29 de Novembro.

      Os outros oito casos descobertos sob controlo incluem: um residente de 58 anos e uma mulher de 57, que estiveram nos restaurantes onde esteve o taxista; um homem de 43 anos e a sua mulher de 40 anos, membros da família do taxista; um jovem de 19 anos e uma jovem de 11 anos que moram na zona vermelha; uma mulher de 77 anos, vizinha de um caso positivo que esteve no mesmo restaurante que o taxista; um aluno de três anos da Escola Tong Nam, onde trabalha uma infectada.

       

      OS IMPORTADOS

      Um voo oriundo de Pequim na quinta-feira provocou seis casos positivos para Macau, entre eles, uma mulher de 47 que sficou alojada no Crowne Plaza Macau, um homem de 40 anos, que se hospedou no Mandarin Oriental Macau, e um jovem de 18 anos. Já um outro homem de 40 anos que participou na “Cimeira de Parceiros Globais do Grupo Trip.com 2022” a 2 de Dezembro. O mesmo evento teve lugar no Venetian, com a participação do secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Nong, e a directora dos Serviços de Turismo, Helena de Senna Fernandes.

      Além disso, um infectado de 28 anos teve um jantar buffet no Urban Kitchen do JW Marriott Hotel, na quinta-feira, e depois foi ao casino do Venetian, das 21h à 01h30, e um infectado de 52 anos esteve num restaurante do Parisian e no St.Regis Bar no dia 2 e teve almoço de buffet no Hotel Four Seasons no sábado.

      Foram verificados outros casos importados de um homem de 23 anos, trabalhador na loja Be One na Avenida do Conselheiro Ferreira de Almeida e que esteve em Cantão no final de Novembro; de uma mulher de 25 anos que entrou em Macau de Zhuhai no sábado e esteve no casino de Grand Lisboa; e de um homem de 37 anos que viajou de Jinan da Província Shandong, a Changsha da Província Hunan, de Zhuhai a Macau. A investigação epidemiológica indica ainda que o homem esteve a vários casinos e estabelecimentos de saunas e massagem, particularmente na Sauna Família Nobre no NAPE, sem máscara.

       

      NOVA REGRA PARA ZONAS VERMELHAS

      As autoridades anunciaram ontem ajustamentos na designação de zonas vermelhas, a serem implementadas nos edifícios com infecção em dois ou mais agregados familiares. Portanto, para prédios com apenas um agregado familiar infectado, serão delimitados como zona amarela, e procedidos à medida de “4 testes em 5 dias”.

      O Governo afirmou que o ajuste é baseado nas políticas de optimização do Conselho do Estado, sendo que “a prevenção e controlo da epidemia em Macau enfrenta novas situações e novas tarefas com base no enfraquecimento da patogenicidade do vírus Omicron, na popularização da vacinação e no acumular de experiência”.

      Aliás, mais prédios foram delimitados como zonas de código vermelho no fim-de-semana – o Edifício Man Fok Kok em Toi San, o Edifício Kuan Wai na Rua do Almirante Costa Cabral e o prédio Fong Son San Chun II na Barra. O Cafe Namping na Rua de Cinco de Outubro está também em isolamento.

       

      CINCO TESTES RÁPIDOS PARA VOOS DO INTERIOR

      Os indivíduos que cheguem à RAEM por via aérea e marítima proveniente do interior da China estão sujeitos a efectuar um teste rápido de antigénio, diariamente, nos cinco dias consecutivos a contar do dia seguinte à data de entrada no território. A medida foi anunciada pelas autoridades na sexta-feira, e não vai incluir as viagens oriundas da província de Guangdong. É obrigatório ainda os indivíduos submeterem-se a um teste de ácido nucleico gratuito no momento de chegada e realizem um teste pago no segundo dia a contar do dia seguinte da entrada.

      Actualmente o resultado negativo de teste de ácido nucleico é válido por sete dias para as viagens aéreas e marítimas do Continente para Macau, mas os passageiros devem também fazer um teste rápido de antigénio nas últimas três horas antes do embarque, podendo apenas embarcar em aeronaves ou embarcações desde que o resultado seja negativo e carregado no sistema de Código de Saúde de Macau.

      A autoridade de Aviação Civil assegurou que já coordenou com as transportadoras aéreas a implementação das medidas, sendo que as companhias aéreas vão fornecer os kits de teste rápido aos passageiros.