No âmbito do Dia Mundial da Doença de Alzheimer, assinalado, anualmente, em Setembro, pela Associação Internacional de Alzheimer (ADI), os Serviços de Saúde destacam a importância de conhecer correctamente a demência, esperando-se que a sociedade preste mais atenção e conheça de forma correcta a demência, de modo a alcançar os objectivos de “detecção precoce” e “diagnóstico precoce”.
O Centro de Avaliação e Tratamento da Demência e o Centro de Apoio à Demência prestam serviços de avaliação da função cognitiva aos doentes necessitados, tais como exame, diagnóstico, tratamento medicamentoso e não medicamentoso, a fim de retardar o estado da doença, manter a capacidade do paciente, prestar consultas de enfermagem aos cuidadores, educação para a saúde em grupo e cursos de formação sobre a demência, a fim de reforçar a capacidade e confiança dos cuidadores para cuidar dos seus familiares. Além disso, também presta serviços sociais adequados às pessoas com necessidades, a fim de aliviar a pressão de cuidados e manter a qualidade de vida dos doentes e cuidadores.
Dados oficias revelam que, após a criação do Centro de Avaliação e Tratamento da Demência, o tempo de espera por consultas de especialidade diminuiu significativamente, de seis meses para dois meses, e o número anual de avaliações cognitivas foi de cerca de 2.000 pessoas, tendo prestado serviços de educação e tratamento não medicamentoso a cerca de 500 pessoas, sublinharam as autoridades sanitárias.
Os Serviços de Saúde salientam ainda que a demência “não é um fenómeno normal de envelhecimento, mas uma degeneração crónica e progressiva da função cerebral”. Com o desenvolvimento da doença, a capacidade de auto-administração dos doentes diminui gradualmente, “podendo surgir problemas de comportamento mental, causando perturbações e pressões aos cuidadores”.
Recorde-se que o Governo da RAEM definiu, em 2016, a política relativa à demência, propondo a criação de uma rede perfeita de serviços médicos e sociais para a demência, esperando atingir o objectivo político de “prevenção, detecção, diagnóstico, tratamento e apoio precoces”. Nesse mesmo ano, os Serviços de Saúde e o Instituto de Acção Social criaram em conjunto o Centro de Avaliação e Tratamento da Demência, que integra os recursos médicos e de serviços sociais, prestando um serviço médico e social ‘one-stop’ aos doentes. Além disso, foi estabelecido um mecanismo bidireccional de transferência de doentes com demência entre os centros de saúde e postos de saúde, para que os residentes, caso suspeitem que os seus familiares têm demência, possam deslocar-se ao centro de saúde a que pertencem para a avaliação.











