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      Autoridades não têm planos para reentrada de estrangeiros nem para redução das quarentenas

      Um ano e meio depois do início da pandemia, as autoridades de Macau continuam sem planos para permitir a entrada de estrangeiros no território nem para reduzir o período de quarentena para os residentes que cheguem do estrangeiro. “Nós preferimos causar inconveniência a um grupo minoritário a haver propagação na comunidade”, disseram as autoridades.

      Não há planos para a reentrada de estrangeiros em Macau e, além disso, também não está, para já, em cima da mesa a redução do número de dias de quarentena para os residentes que vêm do estrangeiro. A informação foi passada ontem, na conferência de imprensa do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus.

      Sobre a possibilidade de reabrir as fronteiras a cidadãos estrangeiros, Tai Wa Hou, médico da direcção do Centro Hospitalar Conde de São Januário, disse que “agora ainda não é oportuno”, já que “a situação não é totalmente estável”. Além disso, a taxa de vacinação mantém-se nos 45%, longe dos 80% necessários para a barreira imunológica. “Neste momento não temos qualquer plano para a entrada de estrangeiros”, afirmou Tai Wa Hou.

      Leong Iek Hou, coordenadora do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus, indicou que dois dos 63 casos confirmados em Macau foram situações de recaída detectados ao 19.º dia de quarentena. A responsável referiu também que há “muitas provas” de que quem vem do estrangeiro pode testar positivo à Covid-19 depois dos 14 dias de quarentena.

      Por isso, “para assegurar a segurança de Macau, tomámos medidas mais cautelosas”, indicou. “Nós gostaríamos de cortar a cadeia de contágio e fazer gestão fechada para diminuir a possibilidade de contágio”, sublinhou Leong Iek Hou.

      A coordenadora acabou por dizer que, se houver dados a provarem que a maioria das pessoas testa positivo dentro dos primeiros sete dias de quarentena, por exemplo, as medidas serão ajustadas. No entanto, para já, “a maioria dos cidadãos não vai querer correr este risco”. “Nós preferimos causar inconveniência a um grupo minoritário a haver propagação na comunidade”, afirmou.

      Na conferência de imprensa, as autoridades assinalaram que na noite de ontem foram desbloqueadas as zonas de código amarelo e vermelho, depois de uma quarentena de 14 dias devido ao risco de terem estado em contacto com a família de quatro elementos que testou positivo no início do mês. Ao longo dos 14 dias, as pessoas fizeram seis testes de ácido nucleico, todos eles negativos, por isso o Código de Saúde apresenta a cor verde a partir das zero horas de hoje.

      As autoridades de saúde actualizaram os números do plano de vacinação. De acordo com os dados divulgados ontem, já foram administradas em Macau 565.105 doses de vacinas contra a Covid-19 em 311.761 pessoas. Destas, 56.578 só ainda têm a primeira dose, enquanto 255.183 já estão totalmente vacinadas.

      Questionado sobre a possibilidade de vir a ser necessária uma terceira dose da vacina, Tai Wa Hou indicou que a maioria dos países não está a administrar uma terceira dose das vacinas, “mas há estudos que revelam que a terceira dose é segura e eficaz”. O responsável pelo plano de vacinação indicou que Macau terá de esperar pelas indicações das autoridades de saúde do interior da China sobre o assunto.

      Ontem, as autoridades também deram conta de duas altas hospitalares de residentes infectados. São eles o 52.º caso confirmado, um residente de 21 que veio de Taiwan, e o 59.º, um residente que chegou vindo da Alemanha. Ambos vão ainda ter de ficar 28 dias em convalescença no Centro Clínico de Saúde Pública do Alto de Coloane.

      Foi ainda dado a conhecer um caso de evento adverso grave à vacina da BioNTech. Depois de levar a segunda dose da vacina, a mulher de 27 anos sentiu palpitações, e depois cansaço e falta de ar. A mulher dirigiu-se ao Kiang Wu, tendo-lhe sido diagnosticada uma miocardite. O estado de saúde da mulher é estável e os sintomas melhoraram. As autoridades estão a investigar se foi a vacina que provocou esta condição.

      As autoridades informaram ainda que, após as novas orientações de rastreio para quem tem sintomas suspeitos, 454 pessoas ficaram com o Código de Saúde amarelo depois de se dirigirem ao médico. Estas pessoas tiveram depois de fazer o teste de ácido nucleico.