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      InícioSociedadeApesar de admitir sofrimento da sociedade, Governo prolonga estado de confinamento

      Apesar de admitir sofrimento da sociedade, Governo prolonga estado de confinamento

      O estado de confinamento vai prolongar-se por mais cinco dias. Até sábado, vão continuar paradas todas as actividades industriais e comerciais, e é exigido que os cidadãos permaneçam em casa. As autoridades admitiram que a medida vai causar grande sofrimento aos cidadãos e à economia local. No entanto, o Governo prefere dar prioridade à meta dos zero casos.

      O Governo decidiu que o estado de confinamento – a que as autoridades chamam “estado relativamente estático” – vai prolongar-se por mais cinco dias, até às zero horas do próximo sábado. As medidas são iguais às medidas que estiveram em vigor ao longo da última semana. A juntar a isso, há ainda mais três rondas de testes em massa. Aquando da apresentação doprolongamento do confinamento, os governantes assumiram que estas medidas estão a causar sofrimento à economia, aos cidadãos e também aos animais domésticos. Porém, a prioridade do Governo é atingir a meta dos zero casos.

      Através de um despacho publicado no sábado, o Chefe do Executivo voltou a ordenar a “suspensão de funcionamento de todas as sociedades, entidades e estabelecimentos que exercem actividades industrial e comercial”, até às zero horas de sábado. Empresas que prestam serviços necessários para “garantir o indispensável funcionamento da sociedade e estabelecimentos necessários para manter a vida quotidiana dos cidadãos” mantêm-se em funcionamento.

      “Todas as pessoas têm de permanecer no domicílio, salvo por motivos de trabalho necessário e compra de bens básicos para a vida quotidiana ou por outros motivos urgentes; as pessoas têm de usar máscara quando saírem, tendo os adultos de usar máscaras do tipo KN95 ou de padrão superior”, lê-se no despacho.

      Os transportes públicos vão funcionar de forma igual à semana passada: Só estarão disponíveis os serviços mínimos, com apenas 30 carreiras de autocarros a serem disponibilizadas exclusivamente para quem exerça “actividades indispensáveis à subsistência e dos trabalhadores necessários ao combate à epidemia”. Todas as obras rodoviárias e serviços de Metro Ligeiro serão suspensos, enquanto os serviços de táxis e parques de estacionamento públicos continuarão a funcionar.

      “NINGUÉM ESCAPA AO SOFRIMENTO”

      Tentando justificar o prolongamento deste confinamento, André Cheong, secretário para a Administração e Justiça, começou por dizer que “o Governo da RAEM compreende muito bem as dificuldades sofridas pela população”. “Nós também fazemos parte da população, também sentimos essas dificuldades”, disse mesmo o governante.

      André Cheong admitiu que as medidas vão “trazer prejuízos de diferentes graus a diferentes grupos de pessoas” e “podem causar sofrimento aos animais domésticos”. “Ninguém escapa ao sofrimento”, afirmou o secretário. André Cheong avisou até que, “perante esta situação, muitos trabalhadores vão ser afectados, vão ficar sem rendimentos durante estes dias”. Para responder às dificuldades, o secretário apontou apenas para os apoios económicos lançados pelo Executivo.

      Perante esta estirpe do vírus, podemos ou não tomar medidas mais flexíveis? Nós, em Macau, temos condições para enfrentar o resultado ou a consequência trazida pelas medidas”, indicou, referindo que não se pode comparar Macau a outras regiões ou países.

      Elsie Ao Ieong, secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, também esteve presente na conferência de imprensa de sábado e também assumiu que as medidas podem afectar a vida dos cidadãos. Mas a prioridade é que o continente volte a abrir a fronteira. As medidas servem para “acelerar o restabelecimento da normalidade, concretizar a via de isenção de observação médica de passagem de fronteira com o interior da China, permitindo a recuperação e o desenvolvimento da economia de Macau”.

      APÓS CONFINAMENTO, AUTORIDADES VÃO IMPLEMENTAR “PERÍODO DE CONSOLIDAÇÃO”

      Após o confinamento, irá entrar ser implementado um “período de consolidação”, indicaram as autoridades, explicando que esse período deverá “durar algum tempo” e, durante o qual, “os residentes irão recuperar gradualmente as suas actividades profissionais e a vida normal, e de acordo com os riscos de diferentes grupos de pessoas, estabelecer diferentes frequências de testes de ácido nucleico, por forma a identificar, com a maior brevidade possível, potenciais fontes de infecção”.

      Elsie Ao Ieong indicou apenas que, durante o período de consolidação, será possível detectar casos ocultos na sociedade e os testes em massa continuarão a ser realizados, mas não de forma tão regular.

      Elsie Ao Ieong assegurou que, no futuro, caso surjam novos surtos, “os respectivos métodos de combate não permanecerão os mesmos, será necessário proceder a um estudo e avaliação abrangente, analisar e compreender o impacto na comunidade e determinar se será possível controlar eficazmente a propagação da epidemia; por isso, no âmbito do estudo, não serão excluídas medidas mais rigorosas”.

      PONTO FINAL