Comunidade portuguesa “tem mostrado a sua resiliência”, nota Paulo Cunha Alves

0
278
FOTOGRAFIA: GONÇALO LOBO PINHEIRO

Na noite de 10 de Junho, o cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong deixou uma mensagem à comunidade portuguesa no território, assinalando a resiliência e determinação com que a comunidade tem lidado com a pandemia. Paulo Cunha Alves aproveitou para deixar um recado: “Teremos de nos habituar a conviver com o vírus”.

 

O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas não terminou sem uma mensagem final de Paulo Cunha Alves, cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong, dirigida à comunidade portuguesa na RAEM. Na noite do dia 10 de Junho, Paulo Cunha Alves elogiou a resiliência dos portugueses que estão em Macau e aproveitou para dar um recado, dizendo que é preciso começarmos a conviver com o vírus.

Paulo Cunha Alves começou por dizer que “este terceiro ano de pandemia não está a ser um ano fácil mas, no final, podemos concluir que o mundo está a mudar”. O cônsul assinalou que “as medidas tomadas, designadamente em Portugal, têm sido as correctas: com esforço e sacrifício teremos de nos habituar a conviver com o vírus e a combatê-lo mediante a vacinação regular de toda a população”.

“A comunidade portuguesa de Macau tem mostrado a sua resiliência e determinação no combate à pandemia, aceitando sacrifícios e as limitações impostas pelas regras em vigor desde Fevereiro de 2020”, destacou o cônsul, ressalvando que a permissão de entrada de não residentes de nacionalidade portuguesa no território – medida implementada pelo Governo da RAEM no final de Maio – irá “ajudar na suavização da distância que sentimos dos nossos familiares e amigos”.

Na noite de 10 de Junho, Paulo Cunha Alves lembrou que “as relações de Portugal com a China são seculares, e isso a Macau o devemos”. “É nesse contexto que deve ser entendida a importância das relações com a RAEM, tendo presente o contributo que gostaríamos de continuar a dar para o desenvolvimento do território, para o bem-estar social de toda a sua população e para a diversificação da economia local”, afirmou.

O cônsul destacou a promoção da língua portuguesa, sublinhando a importância do Instituto Português no Oriente (IPOR) e notando que o instituto tem registado um aumento no interesse pelas aulas de português nos últimos anos.

“Os contactos entre os povos são importantes, sendo através deles que se aprofunda o conhecimento mútuo das partes. Para tal é fundamental que se desenvolva o turismo entre Portugal e Macau e que se desenvolva ainda mais o intercâmbio estudantil”, sugeriu Paulo Cunha Alves, reiterando o desejo da reabertura das fronteiras: “Façamos votos para que o evoluir da pandemia nos permita alcançar estes objectivos e reconquistar a tão desejada normalidade na circulação de pessoas no mais curto prazo possível”.

Para finalizar, garantiu que o Consulado vai continuar a “melhorar os serviços que presta à comunidade” e a “aprofundar a nossa relação com as associações de matriz portuguesa existentes na RAEM”. “Perto ou longe da pátria, as comunidades portuguesas são quem nos identifica e valoriza perante as outras nações. São elas, afinal, os embaixadores que dão voz a Portugal no mundo”, referiu, concluindo: “O nosso papel é servir a comunidade, prestar apoio e serviços aos que se encontram longe da pátria, e aprofundar a relação de Portugal com as autoridades locais, construindo sobre os quase quinhentos anos de relacionamento que aqui desenvolvemos, de forma pacífica e harmoniosa, a olhar o futuro com esperança no desenvolvimento de um mundo melhor, livre de guerras e pandemias”.

 

PONTO FINAL