Nova inspecção a carnes da cadeia de frio importados do Brasil sem anomalias

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Considerando que as autoridades da República Popular da China divulgaram, a 24 de Maio, a obtenção de resultado positivo no teste de ácido nucleico para Covid-19 em amostras de embalagens dos produtos animais congelados importados das empresas do Brasil, o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) iniciou de imediato o plano de contingência, informou ontem a entidade em nota de imprensa.

Nesse sentido, o IAM “procedeu à tomada de medidas de rastreio, inspecção e revisão dos produtos similares das empresas em causa, exigindo que os comerciantes locais selassem imediatamente os produtos provenientes das empresas em causa, tendo realizado novamente inspecções e testes a amostras recolhidas, nos quais não foram detectadas quaisquer anomalias”. De igual modo, referiu ainda o organismo, foi suspensa temporariamente o pedido de importação dos produtos das empresas em causa a partir de hoje.

O IAM reitera que, desde Julho de 2020, “tem realizado vários testes de rastreio de ácido nucleico às amostras recolhidas dos produtos cárneos congelados importados do Brasil e das suas embalagens, quer interiores quer exteriores, mas nunca detectou o novo tipo de coronavírus”. Nos últimos três meses, avança o organismo municipal, tem procedido à desinfecção e aos testes aleatórios em relação aos produtos provenientes do referido país, cuja entrada é apenas permitida após a aprovação nas respectivas inspecções.

Segundo os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) e decisão baseada em estudo das entidades de avaliação de risco para a segurança alimentar entre nações, actualmente ainda não existem provas de que o SARS-CoV-2 possa ser transmitido através de produtos alimentares. Ainda assim, o IAM insta os cidadãos a “prestar sempre atenção à higiene pessoal, à higiene dos produtos alimentares e ambiental”.