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      Lei Chan U preocupado com falta de oportunidades de emprego para recém-licenciados

      Decorrente da actual situação pandémica, principalmente nas regiões vizinhas, o deputado da FAOM pretende saber quais os planos do Governo para combater a crise do emprego, numa altura em que um nível baixo de visitantes em Macau leva a um maior entrave à recuperação económica. Lei Chan U refere ainda que a Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin ainda não está a ser verdadeiramente potenciada neste sentido.

       

      A situação pandémica nas regiões vizinhas continua uma incógnita. As medidas preventivas para o desalfandegamento aduaneiro de Zhuhai-Macau têm sido continuamente reforçadas. Os turistas em Macau são poucos. Tudo isso, são entraves à recuperação económica. A constatação está plasmada na interpelação escrita que o deputado da Assembleia Legislativa (AL) Lei Chan U enviou ontem ao Governo da RAEM.

      Mas a missiva entregue ao Executivo liderado por Ho Iat Seng versa sobre outra questão, decorrente das anteriores. Com uma economia aos soluços, muitas vezes estagnada, o clima de incerteza faz com que as empresas locais não estejam disponíveis para contratar. “A comunidade tornou-se cada vez mais pessimista. Algumas empresas pediram aos seus empregados para tirarem novamente licenças sem vencimento, e o desejo das empresas de recrutar enfraqueceu, resultando em menos postos de trabalho novos disponíveis no mercado e em maiores exigências e limiares de emprego”, refere Lei Chan U.

      Ao mesmo tempo, considera o deputado da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), “a indústria do jogo está a entrar numa nova ronda de ajustamentos, e a situação do emprego tornar-se-á ainda mais crítica no futuro. Neste contexto, é mais difícil do que nunca para os recém-formados encontrarem emprego este ano”. “Mas afinal qual é a situação real do emprego em Macau? As autoridades já realizaram algum inquérito sobre a situação do emprego dos recém-formados em 2020 e 2021”, questiona.

      Ainda assim, lembra o parlamentar, o Governo introduziu uma série de medidas nos últimos anos, tais como o lançamento do Programa de Experiência Profissional e Formação, o Programa de Estágio para Estudantes Terciários na China Continental, a extensão do “Programa de Patrocínio e Formação” para abranger os licenciados de instituições terciárias em 2020 e nos anos seguintes, e o fornecimento de informação sobre emprego e criação de empresas em Macau e outras cidades da Área da Grande Baía a estudantes e jovens. “Estas medidas têm ajudado a promover o desenvolvimento da carreira e o emprego de licenciados, e são dignas de reconhecimento”, aplaude, acrescentando que não tarda a pandemia vai para o seu terceiro ano e as medidas existentes para promover o emprego de licenciados podem já não ser eficazes.

      O Fundo de Segurança Social pode oferecer incentivos às entidades empregadoras que empreguem jovens à procura de emprego pela primeira vez, de acordo com os regulamentos, lembra Lei Chan U. No entanto, atira, “nos últimos dois anos, o pagamento do subsídio não tem sido satisfatório”.

      Por último, lembra ainda o deputado, a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) admitiu, em tempos, que iria rever e reforçar várias medidas de apoio através da inovação institucional e da convergência profunda das regras, de modo a proporcionar condições mais convenientes e um maior apoio ao público em geral, incluindo a juventude de Macau, na procura de emprego e na criação de empresas na Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin. “Irá o Governo considerar alargar as medidas para encorajar os empregadores a empregar jovens à procura de primeiro emprego nas empresas de Macau que empregam recém-licenciados de modo a expandir as oportunidades de emprego para os licenciados”, pergunta.

       

      PONTO FINAL