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      Objectivo de 95% de trabalhadores locais no Metro Ligeiro ainda está por confirmar  

       

      A MTR Corporation Limited tem apenas mais um ano para assegurar que trabalhadores locais dominem a gestão da exploração do Metro Ligeiro, mas o deputado Leong Hong Sai fala de falta de dados concretos, e interpela as autoridades a que sejam facultadas informações sobre o rácio actual de trabalhadores residentes. Este quer também saber do andamento das promoções do pessoal local a cargos superiores, e progressiva substituição dos actuais funcionários expatriados de Hong Kong.

       

      Leong Hong Sai quer saber o ponto da situação dos funcionários do Metro Ligeiro. Em interpelação escrita, o deputado da União Geral das Associações dos Moradores de Macau (UGAM) recordou que a MTR Corporation Limited (MTRCL) está desde 2018 a prestar assistência à operação e manutenção da linha da Taipa, sendo a empresa também responsável pela pré-abertura e comissionamento do sistema, reparação e manutenção da infraestrutura de comboios e sinalização, mas também pela formação da equipa de operação e treino. O projecto completo, cujo contrato expira em Dezembro de 2024, foi adjudicado à MTRCL por um montante total de 5,88 mil milhões de patacas. Até ao final do contrato de prestação de serviços, ficou assente que cerca de 95% dos postos de trabalho serão preenchidos por residentes de Macau.

      Na sua interpelação, o deputado quis dar conhecimento às autoridades das preocupações dos residentes com a implementação da contratação e formação de residentes para o pessoal do Metro Ligeiro de superfície. Isto porque num debate político do ano passado, a Administração pôs em causa a capacidade de conseguir realizar uma contratação total de residentes. Em resposta a uma interpelação sua recente, o deputado refere que lhe foi comunicado que se está a gradualmente a avançar na operação do metro, “com vista a contratar pessoal local e a acumular experiência operacional”. Este, no entanto, considera que as informações dadas pelo departamento relevante não são claras e que não foram fornecidos dados concretos. O contrato da MTRCL para a exploração e manutenção do sistema do Metro Ligeiro de Macau expira no próximo ano, o que significa que resta um ano e meio para que a empresa consiga contratar e formar pessoal, “honrar os seus compromissos contratuais, e fazer uma boa utilização dos fundos públicos”, uma questão que, destaca, é de interesse público.

      O deputado da UGAM interpelou as autoridades sobre o estado de adiantamento do plano de contratação de pessoal residente, e solicita que seja apresentada uma descrição dos progressos registados. “Por exemplo, qual é o actual rácio entre o pessoal local e o pessoal estrangeiro no serviço de Metro ligeiro de Macau? Qual é a proporção de trabalhadores locais nos quadros superiores, nos quadros médios e nos quadros subalternos?”, questionou. Leong Hong Sai perguntou ainda ao Governo se há garantias de “95% dos postos de trabalho serem preenchidos por residentes de Macau” durante o período do contrato, e se a cerca de um ano e meio do termo do contrato, os funcionários locais estarão em condições de assumir as funções.

      Equacionando o cenário possível de não se conseguir formar pessoal residente em quantidade suficiente, o deputado quis interpelar ainda as autoridades sobre a necessidade de continuar a empregar trabalhadores de Hong Kong para ocupar os postos relevantes, e quais serão os detalhes destas contratações, querendo obter esclarecimentos adicionais sobre as razões para manter o pessoal de Hong Kong, e sobre a forma como irá ser feita a saída destes funcionários de Hong Kong.