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      Mais de 100 animais vadios abatidos no ano passado. IAM procura solução com associações locais

      A vida da população tem sido afectada devido ao excesso de cães vadios, que se têm reproduzido de forma descontrolada. Segundo os dados fornecidos pelo Instituto para os Assuntos Municipais (IAM), mais de 100 animais abandonados capturados foram submetidos a eutanásia em 2021. O presidente do organismo, José Tavares, confessou que o problema não é fácil de resolver e apelou ao esforço comunitário.

       

      José Tavares, presidente do Conselho de Administração do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM), revelou que o organismo tem vindo a discutir com as associações e grupos de protecção animal a resolução do problema dos cães vadios, através da captura, esterilização e adopção. O governante disse esperar que as duas partes possam chegar a um consenso.

      Recorde-se que em Dezembro do ano passado, três cães vadios invadiram o Parque de Seac Pai Van de Coloane e atacaram os flamingos que residiam na área da criação de animais do jardim zoológico, causando a morte a seis deles e um gravemente ferido. O episódio suscitou a preocupação pública agravada pelo problema dos cães vadios. Num colóquio sobre assuntos comunitários realizado ontem na Zona das Ilhas, vários participantes mostraram-se preocupados com a situação da reprodução descontrolada de cães nas ruas, que tem afectado a vida da população. Foi dado o exemplo do bairro junto da barragem de Hac Sá, onde existem muitos cães vadios que ocupam os espaços recreativos e de lazer dos moradores.

      Em resposta, José Tavares disse que resolver o problema de cães vadios não é uma tarefa fácil, e que isso exigiria uma discussão com associações e grupos de protecção animal para elaborar um plano abrangente, acrescentando também que deveria ser feita uma lista de adopção para cães, para que possam ser adoptados após a esterilização. O responsável do IAM salientou que a solução requer um esforço concertado e um consenso comunitário.

      José Tavares acredita que, para resolver o problema dos cães vadios, é necessário aumentar o número de capturas num curto período de tempo para alcançar determinados resultados, e para fazer isso é necessária uma cooperação comunitária e um plano abrangente, tal como efectuar esterilização após a captura dos cães.

      O presidente do IAM relembrou que, no passado, um grande número de galgos abandonados conseguiu ser realojado após o encerramento do canídromo de Macau num curto período de tempo que se deveu ao apoio prestado pelas associações e grupos sociais, tendo havido uma lista elaborada para facilitar o processo de adopção, pelo que acredita que uma lista semelhante é necessária para lidar com os cães vadios no território. No entanto, Tavares questionou “quantas famílias têm condições e estão dispostas a acolher cães vadios?”, realçando que “todas as partes precisam de fazer um esforço”. O responsável adiantou ainda que esta é a única forma de resolver o problema dos cães vadios o mais brevemente possível, caso contrário o problema só continuará a arrastar-se.

      De acordo com as estatísticas proporcionadas pelo IAM, 106 cães e cinco gatos foram sujeitos a eutanásia em 2021. A fim de resolver o problema dos cães e gatos vadios, o Governo da RAEM adoptou o programa “TNR” (Trap-Neuter-Return – ou Captura-Esterilização-Devolução, em português), em pequena escala como um projecto-piloto, mas o programa foi abruptamente suspenso em 2015. No passado, vários deputados pediram ao Executivo para voltar a lançar o programa para substituir a eutanásia, tentando ainda controlar a reprodução dos animais rua.

       

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