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      InícioSociedadeTolerância zero aos cigarros electrónicos

      Tolerância zero aos cigarros electrónicos

      Quem o defende é o deputado da Assembleia Legislativa Lam Lon Wai. O operário, numa interpelação escrita ao Governo, pede que se intensifiquem esforços no combater aos aparelhos, que, segundo afirma, também são usados para fumar substâncias ilegais.

       

      O deputado da Assembleia Legislativa (AL) Lam Lon Wai está preocupado com o uso de cigarros electrónicos na sociedade. Numa interpelação escrita ao Governo liderado por Ho Iat Seng, o parlamentar do sector operário fala dos constantes incidentes provocados pelo aparelho e questiona como é possível, apesar de, no relatório de acompanhamento e avaliação do “Regime de prevenção e controlo do tabagismo”, ainda ser fácil adquirirem-se e-cigarros no território.

      Lam Lon Wai recorda que embora a venda de cigarros electrónicos tenha sido proibida em Macau, os aparelhos continuam a entrar no território. “Estamos perante uma contradição política, uma vez que os fumadores podem comprá-los no estrangeiro e obtê-los através de diferentes canais desconhecidos em Macau, deixando a porta aberta para a entrada de cigarros electrónicos”, apontou o deputado eleito por sufrágio indirecto, nas últimas eleições legislativas de Setembro de 2021.

      O também vice-presidente da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) chama ainda atenção para outro problema: o contrabando. “Ocorre de tempos a tempos e o que tem sido descoberto é apenas a ponta do iceberg. Como há mais pessoas a contrabandear cigarros electrónicos e drogas através de encomendas de correio, em tempos de pandemia, é necessário que as autoridades intensifiquem a aplicação da lei”, sugere.

      Para isso, Lam Lon Wai pretende saber o que os Serviços de Saúde têm feito sobre o assunto, uma vez que, segundo o deputado, “há que aumentar esforços para combater as actividades ilegais de tráfico de tabaco e de cigarros electrónicos, complementando o trabalho relevante já existente”.

      Por outro lado, refere o deputado, “há um aumento no uso de diferentes tipos de drogas sob a forma de cartuchos ou óleos de e-cigarros”. “Os cartuchos dos cigarros electrónicos são processados para eliminar o cheiro a alcatrão dos produtos de tabaco tradicionais e o cheiro característico do fumo tradicional da marijuana, ilegal em Macau”, acrescentou o igualmente subdirector da Escola Secundária para Filhos e Irmãos dos Operários.

      O parlamentar da FAOM recorda ainda o caso recente de um indivíduo que se sentiu mal depois de ter fumado canábis num cigarro electrónico. O homem procurou ajuda médica por conta própria e, depois de um exame sanguíneo realizado no hospital, o resultado revelou positivo para a droga psicoactiva.

      O médico suspeitou que o paciente tinha consumido marijuana e denunciou o caso à polícia, tendo esta acusado-o de abuso de drogas. Na altura, o paciente confessou ter fumado canábis em cigarros electrónicos, afirmando que tinha comprado os produtos na Taipa.

       

       

       

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