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      Três linhas do Metro Ligeiro com orçamento total de 12,5 mil milhões de patacas

      A construção da Linha da Barra, Linha de Seac Pai Van e Linha de Hengqin do Metro Ligeiro custará 12,5 mil milhões de patacas do erário. O orçamento foi revelado por Raimundo do Rosário ontem na reunião da Assembleia Legislativa, e o governante acredita que esse montante será o limite máximo. A Linha da Barra prevê-se que fique concluída no final do próximo ano. Além disso, o secretário para os Transportes e Obras Públicas assumiu que tem responsabilidade sobre a suspensão da Linha da Taipa devido ao problema de cabos de alta tensão, mas não consegue assegurar que não haverá mais avarias no futuro.

       

      Apesar de o funcionamento da Linha da Taipa do Metro Ligeiro estar suspenso para a substituição de cabos de alta tensão, o Governo da RAEM está agora a construir a Linha da Barra, a Linha de Seac Pai Van, a Linha de Hengqin, e em planeamento para a Linha de Leste. A Linha da Barra está prevista a ser inaugurada no final de 2023 ou início de 2024.

      Na reunião plenária da Assembleia Legislativa decorrida ontem, o secretário para os Transportes e Obras Públicas, de acordo com a situação actual, disse que o orçamento de construção das três linhas que estão a ser construídas é aproximadamente de 12,5 mil milhões de patacas.

      “Actualmente, cerca de 10,6 mil milhões de patacas foram gastos e acredita-se que estas três obras não excederão 12,5 mil milhões de patacas. A Linha da Barra tem uma estimativa de 4,5 mil milhões de patacas. Já a Linha de Hengqin é de 5 mil milhões de patacas e a de Seac Pai Van 3 mil milhões de patacas. Creio que em termos de exploração não vamos ultrapassar esse montante”, adiantou Raimundo do Rosário, esperando que o público compreenda que, como a Linha da Barra não é uma linha independente, que vai ser ligada à Linha da Taipa, as autoridades levarão mais algum tempo a conhecer melhor a situação antes de anunciar mais informações operacionais.

      O secretário revelou ainda que, para a Linha da Taipa, “tínhamos uma previsão de 11 mil milhões de patacas, mas na prática gastámos cerca de 10,2 mil milhões de patacas com isso”, indicando que este custo já cobrou a construção da linha, parque de materiais e oficinas, carruagens e o sistema de operação.

      “Em relação à Linha de Leste, não vou comentar sobre o orçamento até que haja abertura de proposta do concurso público, não quero dizer contas não confirmadas”, disse o governante, reiterando que o plano, os trabalhos e o futuro orçamento sobre esta linha não serão uma “confusão”.

       

      “A responsabilidade é minha”

      A discussão do Metro Ligeiro partiu duma interpelação oral do deputado Leong Sun Iok, que defendeu a investigação profunda e a responsabilização no âmbito da suspensão do Metro Ligeiro devido a um problema de cabos.

      Na resposta, Raimundo do Rosário reiterou que a Mitsubishi Heavy Industries, fornecedora do sistema, é responsável pelo problema do Metro Ligeiro, pelo que o Governo da RAEM não tem de assumir a responsabilidade pela questão, nem tem de pagar os custos pelas obras de substituição dos cabos eléctricos.

      “Naquela altura havia duas opções, podemos substituir os cabos gradualmente, cujo processo seria mais devagar, ou, como agora, suspender o funcionamento. Devido ao baixo número de passageiros durante a pandemia, decidimos a suspensão. E a previsão é que as obras sejam possíveis de concluir dentro de seis meses”, detalhou.

      Vários deputados manifestaram-se insatisfeitos quanto à responsabilização da suspensão. O deputado Ron Lam salientou que tinha solicitado o relatório do incidente, mas acabou por receber um comunicado de imprensa das autoridades. Já José Pereira Coutinho criticou a falta de transparência dos trabalhos do Metro Ligeiro.

      O secretário afirmou que o problema da avaria surgiu apenas após a entrada em serviço. “Com o avanço contínuo da tecnologia, as deficiências agora descobertas podem não ser conhecidas na época. Mas os processos de testes e recepção são decorridos em forma suficiente e completa”, defendeu.

      O responsável admitiu que tem responsabilidade por todo o incidente, contudo, não consegue garantir que tais problemas não voltem a acontecer, uma vez que não é especialista do Metro Ligeiro. “Faço o possível para tratar isso, com a minha habilidade e conhecimento, mas o meu conhecimento é limitado. Se houver algum problema no futuro, não incomode os meus colegas, é a minha responsabilidade”, ressalvou.

      Quanto à formação de talentos locais para servir o Metro Ligeiro, Raimundo do Rosário disse que os funcionários locais representam actualmente cerca de 90% na operação, um número que está a aumentar e espera-se que atinja perto dos 100% em 2024. Além disso, o secretário revelou que vão haver zonas comerciais subterrâneas para a Linha de Leste na Zona A, a fim de atrair mais negócios no local para apoiar o custo operacional do metro.

       

      PONTO FINAL