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      Início Sociedade Autorizados 94 estrangeiros a entrarem no território  

      Autorizados 94 estrangeiros a entrarem no território  

      O balanço foi feito ontem pelas autoridades sanitárias. Dos 336 pedidos efectuados por não-residentes, apenas 94 foram autorizados a entrar em Macau sob a condição, naturalmente, de uma quarentena em observação médica. 46 pedidos foram recusados e os restantes ainda aguardam apreciação.

       

      As autoridades sanitárias do território revelaram ontem, na conferência de imprensa do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus, que, desde 20 de Setembro, foram autorizados a entrar em Macau 94 estrangeiros que, previamente estiveram em Hong Kong durante 21 dias.

      Recorde-se que a medida foi anunciada no início de Setembro e posta em prática dias depois. Até ao momento as autoridades locais receberam 336 pedidos de entrada no território, sendo que apenas 94 foram autorizados a fazê-lo. Foram recusados 46 pedidos e outros pedidos ainda aguardam por apreciação. “Foram recebidos 336 pedidos de entrada de estrangeiros em Macau e 94 pessoas foram aprovadas; 45 deles foram rejeitados porque não cumpriam as condições, um é um pedido repetido e nove pessoas cancelaram o seu pedido por conta própria. Outras seis inscrições não foram aceites porque não atendem às condições exigidas, com as inscrições restantes em fase de apreciação”, afirmou aos jornalistas Leong Iek Hou, coordenadora do Núcleo de Prevenção e Doenças Infecciosas e Vigilância da Doença.

      Os estrangeiros estavam proibidos de entrar no território desde Março do ano passado, com excepção de algumas isenções especiais. Agora, podem fazê-lo no âmbito desta medida. O processo de candidatura passa pela explicação da intenção, pela análise da intenção e ainda por uma quarentena de 14 dias, após serem considerados aptos a entrarem no território.

      A medida tem várias restrições e peculiaridades. Estão apenas consagradas pessoas que tenham obtido uma autorização de residência emitida por uma autoridade competente em Macau; os que tenham obtido a autorização de residência na qualidade de trabalhador não local ou o certificado de entrada para efeitos de trabalho emitido pela autoridade competente de Macau e os seus familiares acompanhantes que tenham obtido a autorização especial de residência; cônjuges ou parentes próximos de residentes de Macau; pessoas que vêm a Macau para participar em importantes actividades empresariais, académicas ou profissionais; e alunos admitidos em instituições de ensino superior de Macau.

      As autoridades explicaram ainda, na altura, que os pedidos de isenção para cônjuges ou parentes de residentes de Macau devem ser apresentados pelos residentes de Macau, ao passo que aqueles que venham a Macau para participar em actividades comerciais, académicas ou profissionais importantes devem apresentar o pedido através das respectivas instituições ou empresas do território.

      A médica dos Serviços de Saúde também deu o ponto de situação nas negociações entre a China continental, Hong Kong e Macau no que concerne às passagens fronteiriças. A Chefe do Executivo de Hong Kong anunciou, nestes dias, que irá apostar numa política idêntica à que se aplica no resto do país e em Macau. Leong Iek Hou assume que “só com medidas uniformizadas” é que o fluxo transfronteiriço entre as três regiões poderá ser restabelecido de carácter considerado normal. A ideia passa por não haver quarentenas nas circulações entre o continente e as duas regiões administrativas especiais.

      Entretanto, algumas medidas fronteiriças foram revistas pelas autoridades. Viajantes oriundos de Taiwan terão de chegar a Macau com um teste de ácido nucleico positivo com a validade de 24h, ficando por 21 dias em observação médica numa unidade hoteleira designada pelo Governo.

      Pessoas que cheguem ao território e, por algum motivo, tenham passado pelo Brasil, Índia, Nepal, Paquistão ou Filipinas até 28 dias antes da chegada devem apresentar três resultados de teste de ácido nucleico negativo com um intervalo de 24h nos sete dias anteriores à chegada, sendo que o último teste tem de ser realizado até 72h antes da partida. Estes indivíduos estão sujeitos a observação médica de 28 dias, sendo que as autoridades estenderão a quarentena até 35 dias para aqueles que revelarem um resultado positivo no teste sorológico.

      As autoridades também revelaram ontem que estão a negociar com Pequim o alargamento da validade dos testes de ácido nucleico.

       

      À velocidade de Macau

       

      A vacinação em Macau continua no seu ritmo baixo com a taxa geral a rondar os 67%. “Sobe entre 0 a 2 pontos percentuais por dia”, constatou Leong Iek Hou, que destacou que é preciso agir nas faixas etárias dos mais novos e dos mais velhos. “É muito baixa. Reparem que a vacinação é voluntária e, como tal, é difícil dizer quanto tempo vamos esperar até atingir a imunidade de grupo”.

      Para a médica, o caminho passará por mais acções de divulgação, na aposta na vacinação de proximidade e esperando que os jovens possam incentivar os familiares mais velhos a se vacinarem. “O clima na sociedade é bom. Os jovens devem ter um papel importante no encorajamento dos mais velhos a tomarem a vacina. As vacinas são seguras e eficazes”, notou a coordenadora do Núcleo de Prevenção e Doenças Infecciosas e Vigilância da Doença, acrescentando que o combate se faz com a vacina, com o uso de máscara e com distanciamento social.

      Dados relativos ao dia de ontem mostram que foram administradas até ao momento 799.198 doses de vacinas contra a Covid-19. 456.368 pessoas foram inoculadas, sendo que a primeira dose já foi administrada a 108.777 indivíduos e 347.591 pessoas estão totalmente imunizadas, com duas doses. Nas últimas 24h, ocorreram 17 notificações de eventos adversos (17 eventos adversos ligeiros e nenhum grave, tendo sido 12 casos relacionados com a vacina inactivada da chinesa Sinopharm e cinco casos da vacina mRNA da germânica BioNTech). Desde o início do programa de vacinação em Macau que ocorreram 3.356 notificações de eventos adversos, tendo sido a sua maioria (3.348) considerados adversos ligeiros e apenas oito graves.

       

      PONTO FINAL