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      Quase dez mil consultas de saúde mental dadas em centros de saúde e instituições subsidiadas em 2023

      Os centros de saúde e as instituições subsidiadas pelo Serviços de Saúde prestaram quase dez mil consultas nos serviços psiquiátricos e psicológicos no ano passado. As autoridades revelaram ainda que foram descobertos na comunidade 186 casos ocultos de pessoas com doenças do foro psiquiátrico pela equipa de serviço psiquiátrico comunitário. Em resposta a uma interpelação da deputada Lo Choi In, o Executivo diz que os serviços psiquiátricos públicos dispõem agora de 16 médicos especialistas, 25 psicoterapeutas e 54 enfermeiros, havendo três psiquiatras e 55 psicoterapeutas nas instituições não públicas.

       

      Existem actualmente oito centros de saúde de Macau que disponibilizam consultas externas de saúde mental, onde se registaram 6.437 consultas em 2023, sendo que o número de consultas verificado nas duas instituições subsidiadas sem fins lucrativos correspondeu a 3.406.

      Os dados foram avançados pelos Serviços de Saúde (SSM), garantindo que “se empenham no aperfeiçoamento dos serviços de saúde mental” e “optimizam constantemente os serviços prestados” pelas instituições comunitárias, centros de saúde e pelo Serviço de Psiquiatria do Centro Hospitalar Conde de São Januário.

      Segundo Alvis Lo, director dos SSM, foi aumentado, nos últimos anos, o número de vagas para a prestação de serviços de consulta a nível psicológico nas duas instituições subsidiadas sem fins lucrativos, tendo o organismo dado apoio às instituições para melhorar a qualidade dos serviços psiquiátricos e psicológicos, através da formação profissional, orientação dos serviços e análise de casos.

      Confrontando por uma interpelação escrita da deputada Lo Choi In, que lamentou o aumento da incidência dos problemas de saúde psicológica em Macau, bem como do número de suicídios nos últimos anos, os SSM asseguraram na resposta que “há ainda vagas suficientes nas instituições comunitárias para satisfazer as necessidades” e, em termos públicos, foi intensificada a colaboração entre o hospital e os centros de saúde.

      Os centros de saúde têm competências para prestar apoio no acompanhamento das pessoas com perturbações emocionais, “tendo sido realizadas consultas colegiais e discussões sobre os casos nos três centros de saúde, a título experimental, da Areia Preta, da Praia do Manduco e de Seac Pai Van, continuando a reforçar-se a formação dos profissionais de saúde da comunidade”, salientou.

      No que concerne à detecção de casos potenciais e ocultos, o Governo criou em 2016 uma equipa de serviço psiquiátrico comunitário, que presta serviços psiquiátricos de proximidade para pessoas com doença do foro psiquiátrico que tenham riscos potenciais ou ocultos graves. Até ao final de Março deste ano, esta equipa acompanhou 831 casos, dos quais 186 foram descobertos na comunidade.

      Recorde-se que, em 2023, houve pessoas portadoras de cartão de registo de avaliação de deficiência mental em Macau, correspondendo a quase 20 por cento do número total de pessoas portadoras de cartão de avaliação de deficiência. O número de pessoas em questão subiu significativamente em mais de 700 em comparação com o valor de há cinco anos.

      A deputada Lo Choi In, na sua interpelação, mostrou-se preocupada de que Macau também registou um aumento significativo do número de suicídios, com o aumento do número de doentes mentais. “Acredito que a situação não será optimista em 2024”, disse a deputada, apontando que houve um “grave desequilíbrio no rácio médico-paciente” em Macau e que o número de psiquiatras no Centro Hospitalar Conde de São Januário continua a estar longe do rácio recomendado pela OMS.

      Alvis Lo, reagindo ao assunto, assumiu que vai reforçar a formação e reserva dos recursos humanos especializados em psiquiatria, destacando, entretanto, que a prestação de serviços de saúde mental “necessita da participação conjunta dos sectores público e privado e dos profissionais de várias áreas”. Segundo o médico, os SSM dispõem agora de 16 médicos especialistas na área da psiquiatria, 54 enfermeiros e 25 psicoterapeutas, num total de 95 trabalhadores, que participam directamente nos serviços psiquiátricos, enquanto três psiquiatras e 55 psicoterapeutas estão a dedicar-se à actividade em instituições não públicas.