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      InícioSociedadeSuspeito detido por divulgar informações falsas sobre governantes

      Suspeito detido por divulgar informações falsas sobre governantes

      Um homem de 37 anos foi detido por, alegadamente, divulgar informações falsas na internet sobre Alvis Lo, director dos Serviços de Saúde, e Lou Pak Sang, director da Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ). O homem é suspeito de difamação, publicidade e calúnia e o crime de ofensa a pessoa colectiva que exerça autoridade pública.

      Um residente de Macau, de 37 anos, foi detido depois de ter dito que familiares de Alvis Lo, director dos Serviços de Saúde, e Lou Pak Sang, director da Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), moravam no Bloco 3 do edifício Bayview, onde foram detectados dois casos de Covid-19 mas sem que tivesse sido classificado como zona amarela ou vermelha.

      Segundo um comunicado divulgado ontem pela Polícia Judiciária (PJ), no domingo foram recebidas as denúncias enviadas pelos Serviços de Saúde e DSEDJ, respectivamente, acerca de uma publicação que circulava nas redes sociais que dizia que familiares da mulher de Alvis Lo moravam no 28.º andar e Lou Pak Sang no 7.º andar. À publicação estava anexada uma fotografia do edifício Bayview, sugerindo que os visados moravam no Bloco 3.

      A PJ diz que Alvis Lo “demonstrou explicitamente” que os familiares da mulher não moram no Bloco 3 do Bayview. “Os rumores têm difamado o director dos Serviços de Saúde e têm caluniado os Serviços de Saúde, o que tem causado nas pessoas más impressões sobre o trabalho feito pelos Serviços de Saúde no combate à epidemia e tem causado ainda uma influência extremamente negativa sobre o Director dos Serviços de Saúde, [Alvis] Lo Iek Long, e aqueles serviços”, lê-se no comunicado divulgado ontem pela PJ.

      Sobre Lou Pak Sang, a PJ diz que “nem o director nem o subdirector da Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude moram no Bloco 3 do Edifício Bayview”. A PJ comenta também que a publicação deu a entender “que esse factor, que não corresponde à verdade, poderia ter influenciado a tomada de medidas de prevenção e controle da pandemia mais flexíveis por parte da Direcção dos Serviços de Saúde perante ao Bloco 3 do Edifício The Bayview”, o que “prejudicou” a “reputação do seu director e o prestígio da Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude e até causou pânico”.

      A publicação foi feita no WeChat, por um utilizador que tinha como alcunha “bobo”. A PJ identificou o utilizador na tarde de domingo e foi imediatamente levado para as instalações da corporação, onde foi interrogado. O suspeito explicou que na manhã de sábado tinha ouvido comentários de outros utilizadores do WeChat que indicavam que os familiares de Alvis Lo e Lou Pak Sang moravam no Bloco 3 do Bayview. Mais tarde, o homem terá divulgado essa informação para outras pessoas no WeChat, não a tendo confirmado. Mais tarde, o homem apagou as alegadas mensagens.

      De acordo com a investigação da PJ, o homem mora precisamente no 7.º andar do Bloco 3 do Bayview há cerca de dez anos, por isso, “não existe razão para não saber que os vizinhos que moram no mesmo piso não incluem o director a quem ele se estava a referir”, dizem as autoridades. Assim, a PJ diz que é “evidente que o suspeito redigiu e divulgou propositadamente informações falsas”.

      “Há fortes indícios de que o suspeito cometeu difamação, publicidade e calúnia e o crime de ofensa a pessoa colectiva que exerça autoridade pública”, diz a PJ. O caso foi entregue ontem ao Ministério Público.