Choi Sio Un, chefe do Departamento de Solidariedade Social do Instituto de Acção Social (IAS), admite que em Macau há uma grande procura de serviços de tratamento precoce de crianças, mas o serviço prestado agora é capaz de responder às necessidades. O responsável indicou que o número de terapeutas da fala tem vindo a subir. Tal como as vagas de serviços de tratamento precoce, que serão aumentadas de 360 para 450 vagas.
O Instituto de Acção Social (IAS) adiantou que o número de vagas nos serviços de tratamento precoce de crianças em Macau vai ser aumentado para 450 vagas, acreditando assim que, com uma maior disponibilidade de serviço, se possa satisfazer a procura de serviços na sociedade.
Segundo Choi Sio Un, chefe do Departamento de Solidariedade Social do IAS, o território conta neste momento com quatro centros de serviços de tratamento precoce de menores que oferecem mais de 360 vagas de serviço. Entre os quais, o Centro de Formação Inicial – “Kai Chi”, que se localiza na Rampa do Padre Vasconcelos, da Colina da Guia, será mudado para a Ilha Verde, fazendo com que o número de vagas neste centro aumente substancialmente para 190. Neste centro será acrescentado também o serviço de cuidados temporários de crianças.
Assim, após a conclusão da mudança do centro, as vagas totais serão ajustadas para um total de 450, “o que pode responder à procura actual e futura de serviços, durante um período de tempo”, apontou o representante, citado pelo Jornal Ou Mun.
Choi Sio Un, que falava ontem à margem da 26.ª Conferência da Federação Asiática de Deficiência Intelectual, confessou que existe “uma grande procura” de serviços de reabilitação em Macau, especialmente de serviços de tratamento precoce de crianças. “Como sabem, o número de crianças com essas necessidades está a aumentar, pelo que no futuro vamos atribuir precisamente recursos para que as crianças com necessidades especiais obtenham com prioridade o serviço”, assumiu.
O responsável destacou que o tempo de espera entre a avaliação e o tratamento foi consideravelmente reduzido, devido a que o número de terapeutas da fala em Macau tem vindo a aumentar.
“Há uma maior procura de terapeutas da fala e, depois de a Universidade Politécnica de Macau ter aberto os programas desse âmbito, os licenciados estão a entrar no mercado e no serviço, aliviando a pressão sobre os recursos humanos”, salientou.
Recorde-se que o IAS tinha mencionado há alguns meses que quer fomentar mais quadros qualificados na área da terapia da fala, o número de terapeutas da fala aumentou de cerca de 20 em 2017 para 60 este ano, crescendo para 80 no próximo ano, prevendo-se que haja mais de 100 terapeutas da fala até 2025.
180 BENEFICIÁRIOS DO SUBSÍDIO PARA CUIDADORES
Por outro lado, o Projecto-Piloto do Subsídio para Cuidadores do IAS vai passar a ser um programa de candidatura permanente a partir da próxima sexta-feira. De acordo com Choi Sio Un, existem actualmente mais de 180 pessoas a receber esse subsídio, entretanto acredita-se que a implementação da nova medida não vai levar a um aumento súbito e significativo de candidaturas, uma vez que os requisitos para beneficiários-alvos se mantêm inalterados como no projecto-piloto.
“O intuito de se tornar o subsídio com natureza permanente é isentar a renovação anual por parte das famílias candidatas e admitidas, nem um prazo determinado para os pedidos, as condições para pedidos são todas iguais como antes”, reiterou.
Choi Sio Un sublinhou também que o Subsídio para Cuidadores não é o único apoio do Governo aos prestadores de cuidados e que, basicamente, todas as famílias que recebiam esse subsídio eram também beneficiárias de, pelos menos, um outro subsídio, e algumas eram mesmo beneficiárias de três outros programas de atribuição de subsídios, segundo o responsável.
Nesse sentido, “o Subsídio para Cuidadores não é uma forma de apoio às famílias pobres, mas sim um apoio complementar às outras assistências existentes, para que os cuidadores possam sentir o carinho e o apoio da sociedade”, disse Choi Sio Un.
O projecto de Subsídio para Cuidadores abrange destinatários de portadores de deficiência intelectual de grau grave ou profundo, pessoas com autismo de grau grave ou profundo, portadores de deficiência motora de grau grave ou profundo, e acamados permanentes incapacitados de realizar acções de sentar e levantar sem auxílio.











