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      UM avança na investigação de esporos de fungos na redução do risco de infecção fúngica em pessoas imunocomprometidas

      Uma equipa da Faculdade de Ciências da Saúde (FHS) da Universidade de Macau (UM), liderada pelo professor Wong Koon Ho, conseguiu um grande avanço na compreensão da biologia dos esporos fúngicos, que são o principal agente infeccioso dos patógenos fúngicos que podem causar infecções mortais em humanos. Os cientistas descobriram o mecanismo de dormência dos esporos de fungos e a descoberta é promissora para proteger pessoas imunocomprometidas, como, por exemplo, pacientes com Covid-19, de infecções mortais causadas por patógenos fúngicos. O estudo recebeu atenção considerável no campo da microbiologia e foi destaque na capa da Nature Microbiology.

      Os esporos de fungos são o principal meio de transmissão de infecções fúngicas fatais. Em grosso modo são os “bebés” de fungos e podem ser encontrados em todo o ambiente natural. Dispersos no ar, os esporos podem sobreviver a vários stresses e condições ambientais, bem como permanecer dormentes por um longo período de tempo até que condições favoráveis ​​sejam encontradas.

      As infecções fúngicas com risco de vida afectam, por norma, pessoas imunocomprometidas. No entanto, a recente pandemia de Covid-19 tornou todos susceptíveis, como mostrado por um grande número de casos de cegueira e morte entre pacientes da doença na Índia causada por um “fungo negro”, bem como o número crescente de infecções de Aspergilose entre pacientes noutras partes do mundo. Dada a urgência e gravidade da situação actual, assume a UM, entender como os esporos de fungos se desenvolvem e causam doenças é de grande importância para a saúde pública.

      A equipa liderada pelo professor Wong conduziu uma experiência para determinar se os esporos dormentes têm alguma actividade de transcrição. Para a surpresa da equipa, esses esporos dormentes têm actividades de transcrição robustas e podem eliciar respostas de transcrição para o ambiente, que são semelhantes às observadas em células em crescimento activo. A descoberta indica que os esporos de fungos não estão realmente dormentes mesmo depois que o processo de desenvolvimento está completo, desafiando a noção comum sobre a dormência dos esporos. Além disso, ao contrário da crença anterior de que materiais biológicos em esporos, como mRNA e proteínas, eram originados de células de conidióforos, o estudo descobriu que os esporos de fungos podem sintetizar mRNA e proteínas por conta própria.

      A equipa de cientistas é ainda composta pelos estudantes de doutoramento Pooja Sethiya, Guo Shuhui e Li Ang, pelos bolsistas de pós-doutoramento, Chen Yingying e Hu Xiaohui, pelo instrutor sénior Tan Kaeling, bem como membros do Núcleo de Genómica, Bioinformática e Análise de Célula Única e do Núcleo de Proteómica, Metabolómica e Desenvolvimento de Drogas do corpo docente.

      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau