Realizado pela oitava vez desde a sua criação em 2014, o evento, desta vez em formato híbrido, durou dois dias e apresentou um total de 35 palestras sobre pesquisa de ponta e tecnologia inovadora em ciências biomédicas, servindo de plataforma para investigadores e académicos de todo o mundo discutirem os últimos desenvolvimentos das ciências biomédicas.
A Faculdade de Ciências da Saúde (FHS, na sigla inglesa) da Universidade de Macau (UM) organizou, pela oitava vez, o Simpósio de Ciências Biomédicas de Macau, que reuniu mais de 400 especialista de todo o mundo da área para discutir investigação de ponta e tecnologia inovadora em ciências biomédicas.
Durante dois dias – 14 e 15 de Outubro –, o evento híbrido, que envolveu elementos presenciais e virtuais, apresentou um total de 35 palestras com médicos, investigadores e estudantes.
No seu discurso, durante a cerimónia de abertura, o reitor da UM, Yonghua Song, reiterou que a universidade local pretende “tornar-se um importante centro de investigação na costa oeste da Grande Baía”. “A UM formulou um layout de pesquisa estratégica ‘3+3+3+3’ (três laboratórios-chave estatais, três áreas de investigação emergentes, três áreas de pesquisa interdisciplinares e três plataformas de estudo nas ciências humanas e sociais), através do qual tem aumentado a sua capacidade de investigação”, enfatizou, acrescentando que “as equipas de investigação da FHS têm produzido resultados inovadores, particularmente nas áreas de estudo do cancro”.
Por seu turno, o director da FHS referiu que o simpósio foi criado, exclusivamente, para servir como “plataforma para investigadores e académicos de todo o mundo discutirem os últimos desenvolvimentos das ciências biomédicas”. Chuxia Deng considera que o evento “não apenas oferece uma oportunidade para cientistas trabalharem juntos em tópicos de investigação avançada, mas também uma oportunidade valiosa para os alunos aprenderem”. O responsável deixou a promessa de que a FHS “continuará a trabalhar em conjunto com especialistas e académicos de todo o mundo no campo das ciências biomédicas e combinará os seus pontos fortes para produzir mais resultados em inovação tecnológica”.
Das diversas palestras, destacaram-se aquelas realizadas por cinco especialistas de renome mundial na área ciências biomédicas. Wang Xiaodong, director do Instituto Nacional de Ciências Biológicas de Pequim; Alex K Shalek, professor de química do Massachusetts Institute of Technology; Zou Weiping, professor da Universidade de Michigan; Fu Xiangdong, professor de Medicina Celular e Molecular da Universidade da Califórnia; e Hong Wanjin, diretor executivo do Instituto de Biologia Molecular e Celular de Singapura, partilharam as suas últimas descobertas de investigação e apontamentos sobre imunoterapia contra o cancro e o mecanismo do metabolismo celular. Todas as palestras do simpósio cobrem uma ampla gama de tópicos, incluindo imunogenicidade de células-tronco, metabolismo tumoral e vacinas virais, autofagia e biologia dos lisossomos na saúde e na doença, neurociência, envelhecimento e doenças degenerativas, respostas e regulação imunes e o desenvolvimento de sistemas inteligentes sistemas de entrega de drogas.
O Simpósio de Ciências Biomédicas de Macau dedica-se a fornecer uma plataforma académica para especialistas e académicos em ciências biomédicas de todo o mundo trocarem ideias sobre investigação e colaboração, de modo a promover a inovação e o desenvolvimento no campo.











