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      InícioSociedadeNúmero de estudantes universitários aumentou 60% desde 2019, revela DSEDJ

      Número de estudantes universitários aumentou 60% desde 2019, revela DSEDJ

      Interpelado pelo deputado Lei Chan U, que se mostrou preocupado com a queda da natalidade e a necessidade de recrutar mais alunos estrangeiros para as instituições académicas locais, o director da DSEDJ garante que as universidades da RAEM estão no bom caminho, com uma subida de 60% no número de alunos comparando este ano lectivo com o de 2018/1019.

       

      Destacando as metas anunciadas em Dezembro de 2020 de desenvolvimento das universidades da cidade, o deputado Lei Chan U veio por interpelação escrita questionar a forma como tem evoluído a situação, e como estão a ser contornados determinados obstáculos, nomeadamente, a falta de alunos universitários.

      Preocupado com a baixa de natalidade, o representante da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) questiona a forma como as autoridades e instituições académicas têm gerido o recrutamento de alunos quer em termos de quantidade, mas também de diversidade. Para o deputado, apesar de se terem registado aumentos significativos do número de alunos nos últimos anos, estes são, na sua maioria, alunos provenientes do interior da China, uma fonte que é limitada, diz.

      Em resposta, Kong Chi Meng, director dos Serviços de Educação e Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), quis ressalvar que de acordo com dados fornecidos pela Universidade de Macau, Universidade Politécnica de Macau, e Instituto de Formação Turística, a RAEM conta neste ano com um total de 55 mil alunos, um valor que aumentou em 60% desde o último ano lectivo pré-pandemia, em 2018-2019, em que a cidade contava com 34 mil estudantes. O dirigente destacou também o facto de a percentagem de estudantes em pós-graduação ter aumentado de 25,5% para 39% no mesmo período de referência.

      O deputado quis saber que estratégias em concreto têm vindo a ser aplicadas para promover as universidades do território na região. Reconhecendo que durante a epidemia “o prosseguimento de estudos das pessoas em todo o mundo, incluindo docentes e estudantes, foram restringidos”, este defende que o sector encontra-se agora numa “fase estável” e, como tal, têm estado a ser reforçadas as campanhas de recrutamento de estudantes e outros intercâmbios com regiões vizinhas. Por exemplo, em Dezembro do ano passado, recordou Kong Chi Meng, a DSEDJ organizou visitas de representantes de instituições académicas da RAEM a Portugal e também a países do Sudeste Asiático. Nestas visitas, lembrou, organizaram-se campanhas de intercâmbio de estudos, para que mais estudantes internacionais prossigam os seus estudos em Macau.

      Outra estratégia que tem sido utilizada pelas universidades locais é a divulgação online com vídeos curtos e outras campanhas online sobre o ensino superior de Macau que são partilhadas junto de alunos no estrangeiro e seus encarregados de educação.

      A investigação científica e tecnológica, o sistema de especialidades, a cooperação e desenvolvimento no âmbito de “indústria-academia-estudos/investigação” são alguns dos objectivos traçados pelas autoridades, objectivos que na perspectiva do deputado devem ser concretizados de forma conjunta pelas instituições académicas da cidade, para benefício mútuo e também para que “se evite a repetição de injecções de recursos”. Este quis saber qual é o ponto de situação da criação do mecanismo de comunicação e coordenação entre as instituições de ensino superior de Macau, e como serão estes mecanismos reforçados no futuro.

      O director da DSEDJ referiu que as instituições e o Governo reúnem-se regularmente, quer durante as reuniões do Conselho de Educação, como do Grupo especializado do ensino superior. Kong Chi Meng destacou ainda a criação da Aliança das Bibliotecas das Instituições do Ensino Superior de Macau e a Aliança para Formação de Quadros Bilingues Qualificados nas Línguas Chinesa e Portuguesa, que servem para integrar os recursos das várias universidades.

      Existem ainda outras alianças e projectos de formação conjunta com instituições fora da RAEM, e estabeleceram-se também parcerias com serviços públicos, instituições educativas e empresas de outras cidades na Grande Baía, no sentido de aprofundar a cooperação nas áreas da inovação da investigação científica, do intercâmbio académico e da formação de quadros qualificados, destacou ainda o responsável.