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      PJ deixa alerta para burlas telefónicas

      A Polícia Judiciária (PJ) deixou alertas sobre dois tipos de burlas que têm ocorrido nos últimos dias. Num dos casos, os visados receberam telefonemas de pessoas fingindo serem funcionários da Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) que pediam os dados pessoais das pessoas; no outro caso, os burlados receberam mensagens de um alegado funcionário de um serviço de financiamento de acções.

      A Polícia Judiciária (PJ) emitiu dois alertas para burlas e pede que os cidadãos estejam alerta para este tipo de situação. No sábado, a PJ foi notificada pela Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) para o caso de um cidadão que recebeu uma chamada telefónica com uma gravação em que o burlão se fazia passar por um responsável daquele organismo.

      Segundo a PJ, a gravação dizia que “um documento importante da DSEDJ ainda não foi levantado”. O cidadão que recebeu a chamada desligou-a e contactou a DSEDJ para confirmar a chamada, sendo que a DSEDJ lhe disse que não era fidedigna.

      A PJ lembrou que, no passado, se verificaram burlas em que o burlão alegava ser representante dos Serviços de Saúde. Este tipo de burla “mostra que os criminosos tentam aproveitar a situação de pandemia ou usar um assunto que possa interessar mais o público para tema de burla”, avisa a PJ, lembrando que “no passado aconteceram alguns casos de burla com grande prejuízo para as vítimas, cujos autores fingiram ser oficiais da autoridade governamental”. “Por esta razão, a PJ apela novamente aos cidadãos para estarem muito atentos para prevenirem a burla, não dando qualquer oportunidade aos criminosos”, lê-se no comunicado das autoridades.

      Na sequência deste caso, a PJ deixa alguns conselhos aos cidadãos, que passam por desconfiar de chamadas telefónicas de origem desconhecida e não revelar dados pessoais a desconhecidos nem realizar transferências bancárias.

      As autoridades deram ainda um alerta sobre um outro caso. A PJ diz ter recebido notificações de vários cidadãos a informar que tinham recebido mensagens de um número desconhecido em que um homem alegava ser funcionário de um serviço de financiamento de acções de uma empresa e que o seu grupo estava a fazer promoção, seleccionando, de forma aleatória, clientes para investirem em acções de Hong Kong. A mensagem também dava dicas de investimento no mercado de acções. Vários cidadãos desconfiaram da mensagem e denunciaram a situação às autoridades.

      A PJ assinala que, no passado, tem-se verificado uma alteração nos métodos usados pelos burlões e, por isso, pede atenção aos cidadãos para antes de fazerem qualquer investimento tomem as medidas preventivas contra burlas, devendo consultar a autoridade de fiscalização.

      As autoridades pedem para que os cidadãos não aceitem facilmente pedidos de amizade de estranhos, desconfiem da sua identificação, não cliquem em ‘links’ enviados por estranhos nem façam ‘download’ de nenhum ‘software’ enviado por desconhecidos.

      Na semana passada, o Gabinete do secretário para a Segurança divulgou os dados da criminalidade de Macau ao longo do último semestre, que revelavam que a criminalidade informática aumentou 382% em comparação com o primeiro semestre do ano passado. Quanto aos crimes informáticos relacionados com o consumo online por cartão de crédito, foram registados 540 casos, mais 450 do que no período homólogo do ano passado.

      As autoridades explicaram que a subida do número de crimes informáticos “está, por um lado, relacionada com o surto da epidemia, situação que levou à mudança da forma de vida dos cidadãos, passando muitos a utilizar a internet para conhecer novos amigos e fazer compras online, dando mais oportunidades aos malfeitores”. Por outro lado, o aumento da actividade criminosa deste género deve-se “à fraca noção de prevenção dos cidadãos, fornecendo facilmente os dados pessoais para outras pessoas através da internet”.