As autoridades deram ontem a conhecer um caso de ofensa à integridade física no qual um homem é suspeito de ter agredido o próprio pai. De acordo com a informação divulgada pela polícia em conferência de imprensa, o caso aconteceu no dia 14 de Agosto, quando a Polícia de Segurança Pública (PSP) foi alertada de forma anónima que um homem estaria a ser vítima de agressão na zona central da cidade.
O caso foi posteriormente entregue à Polícia Judiciária (PJ), que após investigações descobriu que o suspeito era um homem residente, de 31 anos, que ao chegar a casa, supostamente embriagado, pediu dinheiro ao pai, que vive num apartamento anexado. No entanto, o pedido foi recusado e o suspeito ficou zangado, tendo originado uma discussão que terminou em agressões. A mulher da vítima e mãe do suspeito pediu então ao filho para sair de casa, mas as agressões não terminaram.
A vítima, com medo da sua segurança e também porque tinha a neta e filha do agressor, de apenas dois anos, presente no local, decidiu fugir do apartamento para a rua, onde as agressões continuaram. Na rua, a vítima, de 63 anos, foi pedindo ajuda às pessoas e alertando-as para chamarem as autoridades, que vieram ao local pouco depois.
As autoridades acrescentaram ainda que a vítima tem a custódia da menina de dois anos visto que o pai foi acusado de um caso de violência doméstica em finais de Janeiro.
O suspeito, que trabalha na construção, tem antecedentes de discussões com o pai, que já tinha feito várias queixas contra o filho. O caso foi transferido para o Ministério Público no dia 14 de Agosto.
Burla online deu prejuízo de 256 mil patacas
As autoridades deram ontem a conhecer mais um caso de burla, desta vez envolvendo uma mulher residente, de 34 anos, que sofreu um prejuízo total de 256 mil patacas.
A mulher apresentou queixa à polícia no dia 16 alegando que tinha conhecido uma pessoa em Julho que lhe disse que havia uma aplicação que poderia ajudá-la a ganhar muito dinheiro. A aplicação em causa, chamada CAINVESA, funcionaria da seguinte forma: a mulher teria de depositar várias quantias de dinheiro para poder mais tarde comprar moeda digital.
Visto a proposta, a mulher começou por depositar 200 mil dólares de Hong Kong e a seguir 40 mil renminbis, tendo sido depois informada que já tinha dinheiro suficiente na conta para se habilitar a poder levantar algum do dinheiro.
O homem informou-a, porém, que para poder levantar os seus ganhos teria primeiro de pagar um imposto, alegadamente obrigatório no continente, de 220 mil dólares de Hong Kong, e que só assim poderia reaver o seu dinheiro.
A mulher, tendo desconfiado que estava a ser vítima de um esquema de burlas, apresentou queixa à policia.











