Um inquérito revelou a necessidade de melhoria nos serviços de cuidados domiciliários para idosos, com os residentes utilizadores a exortar o Governo a aumentar as instalações e vagas, elevar a qualidade e baixar os custos dos serviços.
De acordo com o inquérito conduzido pela Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) e pela Universidade de São José (USJ), entre 800 inquiridos residentes com 50 anos ou mais, apenas 29% expressaram “satisfação” ou “alta satisfação” em relação aos actuais cuidados comunitários a idosos, e 66% classificaram-nos como “médios”.
A análise mostra ainda que 46% dos entrevistados necessitavam de serviços de proximidade para idosos, enquanto 42% precisam de serviços de cuidados domiciliários. No entanto, 36% dos inquiridos disseram não ter conhecimento ou informação sobre os respectivos serviços.
Além disso, entre os inquiridos, 80% consideram que a pensão para idosos é uma das suas principais fontes de rendimento, e metade indicou que as despesas da sua vida quotidiana dependem da pensão para idosos.
Os inquiridos, ao mesmo tempo, priorizaram os serviços de cuidados domiciliários a idosos por determinados aspectos como cuidados médicos, assistência na vida quotidiana, apoio de emergência e cuidados pessoais. Já o declínio físico e a insuficiência de recursos de cuidados foram os principais factores que motivaram a sua escolha de serviços de cuidados domiciliários a idosos.
Lam Lon Wai, vice-presidente da FAOM, destacou que os serviços de cuidados domiciliários em Macau têm sido escassos nos últimos anos, pelo que sugeriu que o Governo colabore com as organizações de serviços comunitários para fornecer consultas médicas domiciliárias a idosos com doenças crónicas, aliviando assim a pressão sobre os hospitais.
Salientou também que é preciso aumentar a alocação de recursos de cuidados a idosos para a Zona Centro-Sul, Taipa e Coloane, através da construção ou expansão de instalações como centros diurnos, centros de reabilitação e cantinas comunitárias para idosos.
O antigo deputado defendeu ainda que a criação de um índice de preços para idosos, com vista a monitorizar a pressão financeira enfrentada pelos cidadãos idosos e ajustar as políticas de bem-estar social.











