Edição do dia

Quinta-feira, 30 de Abril, 2026
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
nuvens dispersas
21.9 ° C
21.9 °
21.9 °
73 %
10.8kmh
40 %
Qua
22 °
Qui
25 °
Sex
25 °
Sáb
26 °
Dom
28 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioCulturaCasa do Juiz reedita livro “A Mãe”

      Casa do Juiz reedita livro “A Mãe”

      O livro “A Mãe” vai ser reeditado pela associação Casa do Juiz, em conjunto com a editora Almedina, anunciou Paula Carvalho, filha do escritor Rodrigo Leal de Carvalho.

       

      Editado pela Livros do Oriente, o livro “A Mãe”, de Rodrigo Leal de Carvalho, vai ser reeditado pela associação Casa do Juiz, em conjunto com a editora Almedina. Quem lançou a notícia foi a investigadora Dora Gago, antiga professora da Universidade de Macau, entretanto confirmada pela filha do autor, Paula Carvalho, durante o congresso online de homenagem ao romancista, que decorreu na terça-feira.

      De acordo com a descendente, esta possibilidade de reedição de “A Mãe” surgiu depois de ter “dado um ou outro livro” a alguns magistrados. “Em que fase está, não sei, mas espero que seja para breve”, refere.

      A Casa do Juiz é uma instituição particular de solidariedade social, que tem por objectivo apoiar os juízes e familiares, na velhice. “Também edita algumas obras essencialmente jurídicas”, menciona.

       

      Onde se encontram os livros

       

      Sobre os restantes títulos e onde é possível encontrá-los, nos dias de hoje, o editor do escritor, Rogério Beltrão Coelho, refere que os livros estão disponíveis nas bibliotecas do território, mas não em Portugal. “Em 1999, houve o cuidado de oferecer dois exemplares [de cada título] a todas as bibliotecas do país.” Ainda assim, estes espaços públicos não aceitaram “por não ser tema de interesse ou por não haver espaço”, afirmando que a aceitação veio apenas da livraria do antigo Centro de Promoção e Informação Turística de Macau em Lisboa, que deixou, entretanto, de existir. “Hoje não há sítio nenhum com os livros de Macau [em Portugal]”, declara.

      “Reeditar não é fácil, já que não há mercado”, diz ainda, avançando, no entanto, com uma alternativa: “Pode digitalizar-se.” Mônica Simas, investigadora da Universidade de Veneza – Ca’Foscari, arriscou outra ideia: a criação de uma biblioteca digital para a obra de Macau.

      No caso específico de Rodrigo Leal de Carvalho, deixou uma proposta no ar: um prémio ao autor. “Isso dá uma certa eternidade”, remata.

      Organizado pelo Centro de Humanidades (CHAM) e Centro de Estudos Ingleses, de Tradução e Anglo-Portugueses da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, e pela Universidade de Veneza – Ca’Foscari, este congresso online teve por oradores os investigadores Dora Gago, Lola Xavier, David Brookshaw, Mônica Simas e Pedro d’Alte, em conjunto com o editor do autor, Rogério Beltrão Coelho, mas incluiu ainda, na audiência, familiares do romancista, além de escritores e investigadores da literatura do território.