A Fundação Rui Cunha comemora este mês o seu 14.º aniversário. A data é assinalada com uma série de eventos que vão da música ao direito, passando pela fotografia e a literatura. Rui Pedro Cunha, co-fundador da fundação, diz que o objectivo é manter o tipo de eventos que têm sido organizados para “aumentar a coesão das várias comunidades” de Macau.
A Fundação Rui Cunha celebra hoje o seu 14.º aniversário. A fundação está a assinalar a data com um rol de eventos que decorrem ao longo deste mês.
As actividades comemorativas começaram no dia 9 de Abril, com a inauguração da exposição conjunta de fotografia e arte “VANITAS – Reflexões sobre Transitoriedade e Legado”, que reúne trabalhos de vários artistas – Carmen Serejo, Gonçalo Lobo Pinheiro, Francisco Ricarte, João Palla, Sara Augusto e Shee Va – através da fotografia, da poesia e da pintura tradicional chinesa, evocando temas como a tristeza, o anseio e a transitoriedade da vida.
A actividade musical “Uma Noite Com Piano” realizou-se no dia 10 de Abril e repetiu-se na passada sexta-feira. No dia 11, houve um recital de flauta e no dia 13 realizou-se o lançamento do livro “A Oriente do Silêncio e Outros Poemas”, de Rui Rocha. No dia seguinte, Teresa Leong apresentou uma palestra sobre o papel do tribunal na arbitragem.
No dia 15 de Abril, no âmbito do ciclo “Serões com Histórias”, realizou-se uma conferência dedicada aos 450 anos da criação da Diocese de Macau, cuja oradora convidada foi Beatriz Basto da Silva. No dia 17 deste mês houve um concerto de celebração do aniversário da fundação.
No dia 21 houve a inauguração da exposição de fotografias de Tam Keng, intitulada “Galloping”. No sábado, às 21h, a fundação organizou um concerto de jazz. Finalmente, ontem, às 18h30, Sérgio Guimarães de Sousa, professor do departamento de português da Universidade de Macau, apresentou uma sessão sobre o escritor português recentemente falecido António Lobo Antunes.
MUDANÇAS NA FUNDAÇÃO
Ao PONTO FINAL, Rui Pedro Cunha, co-fundador da Fundação Rui Cunha, adiantou que estão a ser pensadas alterações “para evitar a tendência de se cair na rotina”. O responsável não quis, contudo, detalhar que mudanças serão essas, apontando que só depois da reunião do conselho de curadores que acontece no final deste mês é que serão reveladas as novidades.
Rui Pedro Cunha faz um balanço positivo destes 14 anos de fundação: “Estamos contentes com o que tem sido feito, mas queremos sempre melhorar”.
A curto prazo, o objectivo é manter o tipo de eventos que têm sido feitos e que “servem para aumentar a coesão das várias comunidades” de Macau, sublinhou o co-fundador e vice-presidente do conselho de administração. “Nós fazemos eventos que tentam apelar às várias comunidades: a chinesa, a portuguesa, a de expatriados”, indicou, explicando que a fundação “tenta fazer com que quem apenas fala português também vá a eventos em cantonense e vice-versa – em alguns casos tem tido imenso sucesso, como na poesia, onde tínhamos pessoas a falar mandarim, cantonense e português a partilharem e a divertirem-se”.











