Macau quebrou mais um recorde no sector do turismo, com 11,2 milhões de visitantes recebidos só nos primeiros três meses do ano. Os visitantes do interior da China continuam a dominar a tabela, embora o número de visitantes internacionais tenha crescido quase 11%. Deste grupo, destaca-se o crescimento dos mercados turísticos provenientes da Tailândia e da Índia, com subidas respectivas de 70,5% e 41,3% face ao mesmo trimestre do ano passado.
Macau recebeu 11.213.904 visitantes no primeiro trimestre de 2026, mais 13,7% do que no ano passado. Os dados divulgados pela Direcção de Serviços de Estatística e Censos (DSEC) assinalam um novo recorde no território, que nunca tinha recebido tantos visitantes nos três primeiros meses de um ano.
Entre Janeiro e Março de 2025, a região recebeu 9.862.665 visitantes, mais 11,1% do que em 2024. É preciso recuar a 2019 para encontrar o recorde anterior, de 10.359.758 visitantes. Analisando os dados publicados no ‘website’ da Direcção dos Serviços de Turismo (DST), baseados nas informações recolhidas pela DSEC, constata-se ainda que Macau nunca tinha recebido tantos visitantes no mês de Março como este ano. Foram 3.393.636 os visitantes a entrar na região no mês em análise, um aumento de 10,6% face ao ano anterior.
O período médio de permanência dos visitantes fixou-se em um dia, menos 0,1 dias em comparação com o primeiro trimestre de 2025. Paralelamente, o número de entradas de excursionistas (7.007.320) e de turistas (4.206.584) também aumentou 20,3% e 4,1%, respectivamente, sendo de realçar que o período de permanência dos turistas se manteve em 2,2 dias.
TAILÂNDIA E ÍNDIA EM DESTAQUE
O interior da China continua a dominar o mercado turístico de Macau, registando-se a entrada de 8.388.921 milhões de visitantes – ou seja, 74,8% do total. Como habitual, Hong Kong (1.783.763 milhões) e Taiwan (285.464) continuam a posicionar-se no segundo e terceiro lugares da tabela. Todos estes mercados turísticos cresceram comparativamente ao período homólogo do ano anterior, com subidas respectivas de 16,4%, 1,8% e 29,1%.
Por outro lado, o número de entradas de visitantes internacionais totalizou 755.756 pessoas, mais 10,7% em termos anuais. A Coreia do Sul segue firme no quarto lugar da tabela do ‘top 10’ de mercados turísticos e no primeiro lugar de mercados turísticos internacionais, com 184.938 visitantes – mais 7,4% do que no ano anterior. As Filipinas também se mantêm no quinto lugar com 131.749 visitantes, um aumento de 4,1%. A Tailândia, no sexto lugar, teve o crescimento anual mais expressivo: 59,811 visitantes, mais 70,5% comparativamente às 35.073 entradas contabilizadas no primeiro trimestre de 2025.
Continuando a percorrer a lista, a Malásia figura no sétimo lugar com 48.903 visitantes, uma subida de 3,8%. A Indonésia caiu do sexto para o oitavo lugar no primeiro trimestre deste ano, observando-se um decréscimo de 13,8%. Os turistas oriundos dos Estados Unidos da América, os únicos que representam o mercado internacional e intercontinental de longo curso, totalizaram 39.340 e registaram um aumento homólogo de 7,4%. No fim da tabela, onde em 2025 figurava a Tailândia, surge agora o Japão, com uma descida de 14,5% para 38.209 visitantes.
A DSEC inclui ainda dados relativos a “outros” mercados turísticos não especificados, que englobaram 206.544 visitantes (mais 24%) e representaram 1,8% do número total de turistas acolhidos nos três primeiros meses do ano. Em comunicado, o organismo explica que 27.034 destes visitantes vieram da Índia – um mercado em franca ascensão, como comprova o crescimento anual de 41,3%.
PREÇO DOS HOTÉIS DESCE NO PRIMEIRO TRIMESTRE
O preço médio dos hotéis em Macau caiu no mês de Março, embora a ocupação hoteleira tenha, de um modo geral, subido ligeiramente. Os dados foram também publicados na página da DST, com base no inquérito mensal da Associação de Hotéis de Macau.
Numa perspectiva geral, as tarifas médias por noite fixaram-se em 1.378 patacas no primeiro trimestre, uma descida de 0,5% face ao mesmo período de 2025. Os preços dos quartos de três estrelas foram os que registaram uma queda mais acentuada, na ordem dos 4,9%, enquanto os de quatro estrelas reduziram 2,2% e os de cinco estrelas 0,5%.
Considerando unicamente o mês de Março, os preços por noite fixam-se em 1.359 patacas (mais 3,3%), com destaque para os hotéis de cinco estrelas (mais 4,2%) e os de três estrelas (mais 3,1%). Os hotéis de quatro estrelas foram os únicos que caíram face ao mesmo mês de 2025, com um decréscimo de 3,4%.
Por sua vez, a taxa de ocupação entre Janeiro e Março de 2026 (94,6%) teve um ligeiro aumento de 0,3% relativamente ao ano anterior, contrabalançado apenas por uma leve queda na ocupação dos quatros de três estrelas (menos 1%, para 97%). O mês de Março, porém, registou descidas homólogas em todas as categorias de hotéis, destacando-se novamente os estabelecimentos de três estrelas (menos 2,3%, para uma taxa de ocupação de 95,8%).












