O subsídio do Governo concedido à TDM impediu que a empresa terminasse o ano passado com saldo negativo. De acordo com a Demonstração de Resultado do Exercício, a TDM registou uma diminuição nos proveitos no valor de 3,85 milhões de patacas e um aumento dos custos na ordem de 10,99 milhões de patacas. A empresa teve, entretanto, um resultado líquido de 16,7 milhões de patacas, ao receber subsídios do Executivo no valor de 354,4 milhões de patacas.
A TDM – Teledifusão de Macau, S.A. encerrou o ano de 2025 com um resultado de exploração positivo, apesar da redução dos proveitos e do aumento dos custos. Segundo as contas, a empresa recebeu no ano passado mais 18,7 milhões de patacas (+5,57%) de subsídio do Governo face ao ano anterior, valor que conseguiu colmatar os prejuízos resultantes das diferenças entre os seus lucros e despesas.
Foi publicada ontem em Boletim Oficial a Demonstração de Resultados do Exercício da TDM, onde é revelado que o Executivo canalizou à TDM um subsídio de exploração no valor de 339,31 milhões de patacas. A atribuição desse subsídio foi relativa à prestação do serviço público de radiodifusão ao abrigo do contrato de concessão.
Além disso, foi registado um subsídio de investimento no montante de 15,09 milhões de patacas, segundo a TDM, por ser “montante dos custos com as amortizações dos bens imobilizados que foram adquiridos através dos subsídios recebidos em anos anteriores”.
As contas finais indicam que o resultado líquido da TDM no exercício do ano passado foi de 16,7 milhões de patacas, representando um aumento de cerca de 3,5 milhões de patacas em relação ao ano anterior, ou seja, um crescimento de 26,48%. Em relação aos lucros, a empresa contabilizou 100 milhões de patacas com os proveitos de exploração, bem como 15,74 milhões com “outros proveitos”.
Comparando com o ano anterior, em 2025 verificou-se uma redução no total dos proveitos no valor de 3,85 milhões de patacas, ou seja, menos 3,22%, “com causa directa na redução das receitas de publicidade no sector privado”, justificou o relatório do Conselho de Administração da TDM, actualmente presidido por Kou Hoi In, antigo presidente da Assembleia Legislativa.
A empresa denunciou também a diminuição de receitas de outras fontes, “acompanhando a redução das taxas de juro para depósitos bancários”, afirmou.
Os custos totais da empresa verificaram no ano passado um aumento na ordem de 10,99 milhões de patacas, ou seja, de 2,5%, em comparação com o ano anterior. De acordo com o relatório, o aumento nos Custos Directos está relacionado principalmente com a transmissão de vários canais fora do território, nomeadamente do Canal “TDM-OU Mun” na Província de Guangdong e transmissão limitada em toda a China continental, e também o lançamento do Canal Satélite “OU MUN-Macau” nos Países Lusófonos.
A nível dos Custos Indirectos, o incremento deve-se, sobretudo, aos aumentos salariais causados pelas progressões automáticas e as promoções das carreiras dos trabalhadores da empresa, segundo referiu a TDM.
O Conselho de Administração da TDM salientou ainda no balanço do ano passado que a empresa se empenhou em reforçar a sua capacidade de comunicação internacional, com a “promoção activa” da coprodução e da transmissão conjunta com os meios de comunicação social no interior da China, e difundindo para os países de língua portuguesa programas de televisão produzidos em Macau e no interior da China. “Através da ligação interna e da projecção externa, a TDM contribui para contar bem a história da China e de Macau”, disse a empresa de capitais públicos.











