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      Carlos Andrés Gómez apresenta a sua obra no último dia do Festival Literário de Macau

      No último dia da 15.ª edição do Festival Literário de Macau, o poeta colombiano-americano Carlos Andrés Gómez participou num painel de discussão sobre o seu livro de poesia “Fractures”, que aborda temas como a identidade, a masculinidade e o papel da poesia na narrativa.

      Durante a sessão, Gómez discutiu como as suas experiências pessoais moldam o seu trabalho criativo. “Grande parte da minha poesia é inspirada pela minha experiência de vida, pelas coisas reais que vejo e sinto, coisas reais com que me deparo no mundo”, afirmou.

      O poeta abordou também um dos equívocos comuns sobre a poesia, observando que os leitores por vezes se sentem excluídos desta forma literária: “Muitas vezes, quando as pessoas pensam em poesia, pensam no seu aspecto lírico; por isso, muitas vezes questionam o seu prazer ou compreensão da poesia”.

      O seu livro “Fractures”, que ganhou o Prémio Felix Pollak de Poesia de 2020, inclui trabalhos que reflectem a experiência de uma década de Gómez a dar workshops de escrita criativa a adolescentes encarcerados. “Escrevi o último poema do meu livro inspirado e dedicado aos rapazes de 16 e 17 anos com quem dei workshops de escrita criativa durante mais de uma década em Rikers Island. Rikers Island é a prisão mais populosa do mundo, com 17.000 pessoas encarceradas numa pequena ilha entre Queens e o Bronx, na cidade de Nova Iorque. Muitas pessoas não sabem que os mais jovens que estão encarcerados nessa prisão são crianças”, explicou.

      O poeta apresentou ainda uma antevisão da sua próxima colecção, “Where Language Ends”. “É uma colecção que reflecte sobre os limites da linguagem, os limites da tradução, os limites das histórias que contamos a nós próprios sobre nós mesmos ou sobre os outros”, revelou.