Hengqin vai permitir colaboração entre universidades locais e instituições internacionais

0
49

O Governo quer criar uma cidade universitária na Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin. Este projecto permitirá que as universidades da RAEM se articulem com “instituições de ensino superior estrangeiras de renome internacional” de forma a que sejam criados programas de formação conjunta e actividades pedagógicas de cooperação internacional.

O Governo está a avançar com a construção da Cidade Universitária de educação internacional de Macau em Hengqin. O projecto, que deverá entrar em funcionamento até 2028, visa permitir a expansão do espaço de ensino das instituições de ensino superior de Macau. Segundo explicou a Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), o projecto vai também fomentar o desenvolvimento de actividades pedagógicas de cooperação internacional, construindo colégios conjuntos e criando programas de formação conjunta, em cooperação com “instituições de ensino superior estrangeiras de renome”.

Em resposta a uma interpelação escrita do deputado Ho Ion Sang, a DSEDJ explica que este projecto terá um modelo de “uma universidade, duas zonas”, no sentido de estabelecer um “sistema de cidade universitária internacional de alta qualidade e com características próprias”, coordenando com as instituições de ensino superior o “reforço activo dos elementos de internacionalização e cooperação com o exterior”.

As instituições de ensino superior de Macau são incentivadas a articularem-se com a orientação política para a criação de cursos, no desenvolvimento de cursos de ciência e engenharia e interdisciplinares e a aprofundarem a cooperação com as empresas, a captar, reunir e formar quadros qualificados e construirá, faseadamente, a Cidade (Universitária) de Educação Internacional de Macau e Hengqin.

A DSEDJ diz ainda que tem organizado visitas de alunos à Zona de Cooperação de forma a promover o “intercâmbio e a aprendizagem inter-regional, alargando, desta forma, os seus horizontes”. No ano lectivo de 2024/2025,

as visitas de estudo para os alunos do 1.º ano do ensino secundário complementar contaram com a participação de mais de 3.500 alunos, provenientes de 29 escolas. Por outro lado, a DSEDJ encomendou a instituições editoriais prestigiadas do interior da China e de Macau a elaboração de materiais didáticos locais.

No que diz respeito ao pessoal docente, a DSEDJ diz que “são proporcionadas

oportunidades de formação aos docentes de Macau que leccionam na Escola

destinada aos educandos da RAEM da Zona de Cooperação”, sendo-lhes proporcionadas “as mesmas oportunidades de desenvolvimento profissional dos docentes das escolas de Macau”.

Além disso, a DSEDJ “incentiva as escolas a organizarem a participação dos alunos em actividades de visitas de estudo ou de prática profissional a empresas, instituições de ensino técnico-profissional ou às respectivas bases de inovação e empreendedorismo das nove cidades do interior da China dentro da Grande Baía e da Zona de Cooperação, a fim de elevar a capacidade técnica de aplicação e a consciência para a inovação e empreendedorismo dos alunos”.