Governo garante que não há projecto comercial na futura Ilha Ecológica

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Apesar da chuva de críticas na sociedade sobre a construção da Ilha Ecológica perto da Praia Hac Sá, o Governo voltou a afirmar que o local “é o que apresenta maior viabilidade” e reiterou que não será explorado qualquer projecto comercial nesse aterro.

“Após concluída a construção da Ilha Ecológica, esta será unicamente desenvolvida como uma base natural de educação ecológica e de protecção ambiental, com vista a salvaguardar a ecologia natural”, assegurou a Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA), numa nota de imprensa divulgada ontem após duas sessões de apresentação do referido projecto destinadas às associações e sectores no dia 7.

As sessões contaram com a participação de 19 associações locais e entidades do sector e a presença de cerca de 120 representantes, onde o director do organismo, Tam Vai Man, deu “uma explicação detalhada” sobre o processo de desenvolvimento do projecto da Ilha Ecológica.

Relativamente à selecção do local da Ilha Ecológica, ao que os grupos de ambientalistas se opõem devido aos impactos no habitat dos golfinhos cor-de-rosa, a DSPA apontou que houve “múltiplas limitações” para a selecção do local dado que Macau se situa a oeste do estuário do Rio das Pérolas e está condicionado por uma linha de descarga de águas e de areia. Como a DSPA tinha anteriormente esclarecido, a construção da Ilha Ecológica perto de Hac Sá é uma decisão para manter, “após a realização do estudo preliminar e de uma comparação global entre várias opções”.

As autoridades disseram estar também a realizar os diversos trabalhos de fundamentação, incluindo a avaliação do impacto ambiental, para o projecto da Ilha Ecológica e, após a sua conclusão, serão submetidos ao Governo Central para apreciação e aprovação. Reiterou ainda que a concepção e construção no futuro do projecto irão cumprir rigorosamente as respectivas exigências, no sentido de minimizar o impacto causado ao meio ambiente.

Recorde-se que, na semana passada, um grupo de activistas entregaram uma petição com 1.600 assinaturas ao Governo em oposição ao projecto de aterro de resíduos de construção urbana, defendendo que o projecto irá danificar os ecossistemas marinhos, agravar a poluição e destruir o habitat dos raros golfinhos brancos chineses.