Um podcast para conhecer as colecções do Museu Calouste Gulbenkian, em Lisboa, é a proposta da Fundação Calouste Gulbenkian em parceria com o jornal Observador. Cada episódio deste Histórias de Arte é uma conversa entre o historiador Rui Ramos e o director adjunto do Museu, João Carvalho Dias, que percorrem um determinado período histórico, ou uma geografia definida, a partir de peças pertencentes à colecção do Museu. O objectivo é olhar para trás, para o passado onde essas peças nasceram, mas também questionar o seu impacto no nosso presente comum, as linhas que as fizeram chegar até nós e os modos de as olhar a partir de um tempo que é, necessariamente, muito diferente a tantos níveis.
No primeiro episódio, os dois intervenientes abordam a arte criada na Mesopotâmia e no Antigo Egipto, duas civilizações que foram contemporâneas, ambas desenvolvendo-se e espalhando a sua influência a partir de territórios tornados muito férteis pela presença de rios sem os quais a história ocidental seria outra: o Nilo, o Tigre e o Eufrates. Apesar da partilha dessas semelhanças de contexto, Mesopotâmia e Antigo Egipto criaram obras com enormes diferenças em termos de representação da figura humana ou das referências religiosas e essas diferenças são um dos motores para a conversa entre Rui Ramos e João Carvalho Dias.
No segundo episódio, a conversa centra-se na arte da antiguidade grega e romana, essa produção que institui até hoje o adjectivo “clássico” e que definiu um cânone que se mantém em certos aspectos, e noutros foi radicalmente questionado, desconstruído e abalado. Já no terceiro episódio, surgido no éter da internet esta semana, o tema é a arte da Idade Média.
Histórias de Arte é um podcast quinzenal e pode escutar-se a partir das páginas do Observador ou da Fundação Calouste Gulbenkian.
https://observador.pt/programas/historias-de-arte/









