NAVEGAR É PRECISO

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Assinalando o centenário do nascimento de Sophia de Mello Breyner Andresen, em 2019, a Fundação de Serralves e a Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto, acolheram o ciclo de conferências Sophia e as Artes, dedicado à obra e à vida da autora, bem como as relações entre a sua criação e outras linguagens artísticas. Agora, a Fundação de Serralves criou um site que reúne todas as intervenções apresentadas nesse ciclo, organizado por Ana Luísa Amaral, Isabel Pires de Lima e Rosa Maria Martelo, disponibilizando-as on-line.

Se a poesia foi um dos eixos centrais no encontro de tantos investigadores, artistas e leitores especializados de Sophia de Mello Breyner Andresen, as artes plásticas, a dança, a música e a performance marcaram presença neste encontro, surgindo agora em destaque no site Sophia e as Artes, em cuja apresentação se lê: «Em todas as artes com que dialoga, Sophia identifica ritmos que se deixam apreender enquanto formas, e em todas as artes observa que só pelo movimento pode uma forma apreender os ritmos do mundo. No desenho, na arquitectura, na pintura ou na escultura – e na dança, naturalmente –, Sophia sempre desfaz qualquer ilusão de fixidez. E mostra-nos que, embora o movimento possa ser mais perceptível na música ou na dança, é sempre no movimento que radica o ritmo das artes porque é dele que emerge a “forma justa”, consubstancial ao universo.»

Nascida em 1919, no Porto, Sophia de Mello Breyner Andresen começou a publicar em 1940, nos Cadernos de Poesia. Em 1944, publicou, em edição de autor, o seu primeiro livro, intitulado simplesmente Poesia, inaugurando um percurso que a confirmou como uma das mais importantes vozes da poesia portuguesa do século XX. Publicou textos e livros de outra natureza, nomeadamente contos infantis como A Menina do Mar ou A Fada Oriana, mas foi na poesia que deixou a sua mais profunda marca. Em 2019, quinze anos depois da sua morte, a vida e a obra da autora foram celebradas em Portugal e em várias outras geografias, sendo este site agora inaugurado pela Fundação de Serralves um dos testemunhos dessas celebrações.

VIAhttps://sophiaeasartes.ilcml.com