Os Serviços de Saúde concordaram com o deputado da Assembleia Legislativa (AL) Ho Ion Sang que se deve apostar na telemedicina e na medicina inteligente. Em resposta a uma interpelação escrita, o director dos Serviços de Saúde revelo que já foram emitidas “orientações sobre os procedimentos de elaboração de consulta externa à distância pelas instituições públicas de saúde”.
Ao mesmo tempo, assumiu Alvis Lo, “está também a ser desenvolvida uma plataforma do sistema adequada às consultas externas à distância, cujas funções principais incluem o registo das consultas externas, a elaboração dos processos clínicos e a prescrição de medicamentos, entre outras”. “Os actuais serviços de consulta externa à distância são aplicáveis aos doentes avaliados com consultas de seguimento, incluindo a gestão de doenças crónicas, a prescrição de medicamentos de uso prolongado ou de uso frequente, o fornecimento de educação para a saúde ou orientação sobre a administração de medicamentos e, na perspectiva de assegurar a segurança dos doentes, proporcionar serviços de cuidados de saúde convenientes e rápidos às pessoas com necessidades”, considerou o responsável.
Como um dos grandes grupos que necessitam destes cuidados são os idosos, devido a dificuldades de locomoção e de deslocação, os Serviços de Saúde e o Instituto de Acção Social “planeiam implementar o plano de consulta externa de especialidade à distância e instalar equipamentos de vídeo nos lares subsidiados”. “A equipa médica do Centro Hospitalar Conde de São Januário, com o apoio do pessoal dos lares, proporcionarão aos idosos de consultas de seguimento adequados para participar no plano, serviços de registo, consulta por vídeo, prescrição médica, entre outros, reduzindo assim o tempo de deslocação e de espera para consultas médicas dos idosos”, notou Alvis Lo.
Para isso é necessário “manter uma ligação estreita com o pessoal do lar, através de vídeo, de modo a organizar um plano adequado de assistência médica e de cuidados com vista a proteger a saúde dos idosos”. “Na primeira fase, planeia-se o desenvolvimento dos serviços em alguns lares subsidiados e depois, de acordo com a situação, alargar-se a outros lares subsidiados e até a todos os lares de Macau”, explicou o director dos Serviços de Saúde.
O Governo irá também, revelou Alvis Lo, introduzir nas fracções residenciais de idosos a gerontecnologia, casas inteligentes e ambiente acessível, entre outros modelos de gestão e equipamentos necessários ao funcionamento do edifício, dos quais muitos serão instalados em prol da segurança e da gestão da saúde dos seniores moradores dos apartamentos, como, por exemplo, equipamento de teleassistência urgente, sensor de movimento, equipamento de gestão de saúde, caixa de comprimidos inteligente.











