Organizada pela Associação de Coleccionadores de Macau, a Exposição de Caligrafia e Pintura Chinesa e de Macau inaugurou-se ontem para comemorar o 20.º aniversário da associação. O evento conta mais de 1.200 peças de caligrafia e pinturas antigas e modernas de autores locais e do interior da China, bem como cerâmicas, jades e bronzes antigos das dinastias Ming e Zhou em exposição, tendo com objectivo permitir a todos os colecionadores compartilharem e juntarem-se ao intercâmbio.
Na cerimónia de abertura, que se realizou no Centro Comunitário Kam Pek, o presidente da Associação de Coleccionadores de Macau, Wu Lixun, assinalou a importância de conservação do acervo em Macau, salientando que tem seguido a política nacional de proteger as relíquias culturais nacionais, de modo a herdar a própria cultura.
O responsável recordou que a associação foi criada há 20 anos para “acompanhar o desenvolvimento da febre da colecção no Continente, juntando um grupo de amigos que amam a cultura e a arte, entre os quais alguns são coleccionadores de pinturas, assim como jades e cerâmicas, organizando assim um pequeno sistema de colecção de Macau”.
No seu discurso, Wu Lixun revelou que tinha adquirido nos anos 90 vários livros e imagens documentais da família Chiu e assim começou a sua colecção. “Pensei que os documentos estavam relacionados com a história de Macau, mas os departamentos oficiais raramente recolhiam-nos naquela altura”, disse, destacando que os documentos recolhidos foram posteriormente doados às instituições culturais e académicas de Macau.
Wu Lixun indicou que Associação de Colecionadores de Macau publica todos os anos um livro de colecção e, por dois anos consecutivos, com a colaboração de um descendente da família Chiu, lançou o livro sobre a exploração da história da família Chiu em Macau. “Espero que promova mais a história da Mansão Chiu, enriquecendo os elementos turísticos de Macau”, afirmou. Recorde-se que o Instituto Cultural adquiriu em meados do ano passado a Mansão Chiu, património localizada na Travessa da Porta, nº24, perto da Rua dos Mercadores, por oito milhões de patacas.











