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      Macau perdeu três restaurantes com estrelas Michelin  

      As restrições à pandemia de Covid-19 têm sido o grande obstáculo à restauração em Macau. Em dois anos, o território perde cinco restaurantes estrelados pelo mais famoso guia de viagens e restauração do mundo. Saem do guia os conhecidos The Golden Peacock, o Tim’s Kitchen e o Golden Dragon, que ostentava duas estrelas da famosa marca de pneus francesa.

       

      Macau está a perder estrelas Michelin com as restrições que têm vindo a ser criadas nos últimos dois anos no território devido à pandemia de Covid-19. A impossibilidade de entrada de estrangeiros em Macau é um dos factores para esse decréscimo.

      “Na edição de 2022, aplaudimos os chefs e restaurantes de ambos os territórios por mostrar garra, resiliência e criatividade em tempos de incertezas. Estamos orgulhosos de celebrar os talentos mais brilhantes de Hong Kong e Macau, pois eles abrem o caminho para duas das cidades culinárias mais emocionantes e diversificadas da região”, notou Gwendal Poullennec, director Internacional do Guia Michelin.

      Neste momento, a RAEM totaliza 15 estabelecimentos agraciados pelo famoso guia francês. Três restaurantes com três estrelas, cinco com duas estrelas e ainda sete restaurantes com uma estrela. Não há novas entradas nem subidas. De 2020 até agora, o território perde cinco restaurantes com estrelas Michelin. De 2021 para este ano, deixaram de ter estrela o The Golden Peacock, no Venetian, do chefe Jean Paul, com serviço suspenso há dois anos; o Tim´s Kitchen de Lai Yau Tim, no Hotel Lisboa, encerrado permanentemente; e ainda o Golden Flower, no Wynn Macau, que perdeu duas estrelas por ter mudado o seu chef executivo, deixando de ser Liu Guo Zhu e passando a ser Zhang Zhi Cheng.

      “A edição deste ano vê jovens talentos a florescer moldando a paisagem culinária de Hong Kong e Macau e empurrando os limites criativos. As nossas equipas ficaram particularmente satisfeitas por ver um número crescente de chefs honrando as suas raízes ao apresentar preciosidades gastronómicas da sua cultura aos comensais de Hong Kong e Macau”, referiu ainda o responsável do guia francês.

      Assim, recebem uma estrela Michelin o Lai Heen, o Otto e Mezzo Bombana, o Pearl Dragon, o The Kitchen, o Wing Lei Palace, o Ying e o Zi Yat Heen; com duas estrelas permanecem o Alain Ducasse at Morpheus, o Feng Wei Ju, o Mizumi (Macau), o Sichuan Moon e o Wing Lei. Por fim, com três estrelas e no topo continuam o Jade Dragon, o The Eight e o Robuchon Au Dome.

      O Restaurante Educacional do IFT volta a repetir a Michelin Estrela Verde, que procura destacar os estabelecimentos de restauração que promovem a gastronomia sustentável.

      Em Macau, a selecção Bib Gourmand para 2022 é composta por sete restaurantes, incluindo nomes consagrados e populares como Chan Seng Kei, Cheong Kei, Din Tai Fung (COD), o Restaurante Educacional do IFT, Lok Kei Noodles, Lou Kei (Fai Chi Kei) e O Castiço.

      A distinção Bib Gourmand é concedida a locais que oferecem comida de alta qualidade a preços acessíveis. Isso significa que os clientes podem desfrutar de uma refeição de três pratos de alta qualidade (excluindo bebidas) por um preço máximo de 400 patacas.

      O Guia Michelin 2022 também premiou 20 restaurantes locais com a distinção Plate, uma categoria criada em 2016 para destacar restaurantes cujas cozinhas atendam a requisitos de alta qualidade.

      Uma curiosidade, apenas uma mulher – Vicky Lau – arrecadou estrelas Michelin com o seu restaurante Tate Dining Room, na região vizinha de Hong Kong.

      A chef chinesa já por diversas vezes veio a público demonstrar o seu desagrado perante um cenário que considera altamente injusto com a disparidade de género no mundo da gastronomia profissional, dominado por homens. Lau faz parte de uma nova geração de mulheres chefs de Hong Kong, ao lado de Peggy Chan e May Chow, que se tornaram empresárias de sucesso.

      Este ano, o guia agracia 86 restaurantes de 249 estabelecimentos em ambas as cidades – 71 em Hong Kong e 15 em Macau – que alcançaram excelência gastronómica. Estes restaurantes são julgados com base em cinco critérios: qualidade dos ingredientes, domínio das técnicas culinárias, harmonia entre os sabores, expressão da personalidade do chef na sua cozinha e consistência, tanto na ementa como no tempo entre as visitas.

      O guia Michelin é uma publicação turística editada pela primeira vez em 1900 por André Michelin, um industrial francês fundador da fabricante de pneus Michelin. O objectivo do empresário francês era o de promover o turismo para o crescente mercado automobilístico.