Detido segurança do posto fronteiriço que vendia códigos de saúde na fronteira

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A Polícia Judiciária anunciou ontem a detenção de um segurança, trabalhador não residente de 31 anos, de um posto fronteiriço, por suspeita de venda a passageiros transfronteiriços as imagens dos seus códigos de saúde de Macau e da província de Guangdong, para saírem com código verde válido de Macau e entrarem na China Continental.

De acordo com as autoridades, o detido é empregado por uma empresa de segurança terceirizada dos Serviços de Saúde (SSM), e trabalhava no Posto Fronteiriço das Portas do Cerco, sendo responsável pela verificação de código de saúde para a passagem fronteiriça.

O caso foi denunciado aos SSM por um cidadão do Continente há um ano, queixando-se de que, quando não conseguia aceder ao código de saúde, tinha sido questionado se estaria interessado em comprar códigos de saúde válidos por 400 renminbis para deslocação à China. Após uma investigação aprofundada, as autoridades apuraram que pelo menos nove passageiros estavam envolvidos no caso, tendo usado os códigos de saúde falsificados para sair de Macau.

Um dos passageiros envolvidos foi identificado pelo Corpo de Polícia de Segurança Pública e foi interceptado no passado sábado. A suspeita, de 54 anos, também do Continente, admitiu ter comprado um código de saúde no ano passado, usando-o para atravessar a fronteira de Macau para o interior da China.

Já o segurança, que acabou por ser detido na segunda-feira quando reentrava na RAEM através das Portas do Cerco, admitiu a prática do crime. O indivíduo confessou que tentava identificar possíveis clientes quando exercia as suas funções, nomeadamente aqueles que não tinham resultado negativo válido de teste de ácido nucleico, ou que não conseguiam criar com sucesso o seu código de saúde.

Uma vez encontrado um potencial cliente, o segurança tomava a iniciativa de propor a venda, criando e capturando as imagens dos seus próprios códigos de saúde de Macau e de Guangdong, enviando-os aos clientes. Apesar disso, e após a venda, o funcionário procedia normalmente à verificação dos códigos, deixando as pessoas sair da RAEM, segundo as autoridades. O suspeito admitiu ter exercido esse esquema durante um mês, entre Maio e Junho do ano passado, tendo lucrado 2.500 renminbis com nove clientes.

O caso foi ontem encaminhado para o Ministério Público, podendo o segurança enfrentar acusações de crimes de falsificação praticada por funcionário e corrupção passiva para acto ilícito, enquanto a mulher poderá ser acusada com crimes de corrupção activa e falsificação de documento. As autoridades policiais garantiram que continuarão a investigar os outros oito envolvidos.