José Pereira Coutinho remeteu ontem ao Governo uma interpelação escrita a criticar o programa de estágios da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), descrevendo-o como “uma política paliativa para aliviar temporariamente o problema do desemprego estrutural na região”.
Na interpelação, o deputado começa por dizer que um programa de estágios “deveria ter como principais objectivos fornecer aos participantes oportunidades práticas de aprendizagem e desenvolvimento de capacidades relevantes para o mercado de trabalho em Macau, possibilitar o estabelecimento de ligações entre os estagiários e empresas/organizações líderes em sectores-chave da economia local, e aumentar a empregabilidade e fomentando melhores perspectivas de carreira para os participantes”.
Por outro lado, diz o deputado, com o estabelecimento de parcerias e patrocínios com o Governo de Macau, associações empresariais e câmaras de comércio e empresas, “os participantes beneficiariam da experiência prática em empresas/organizações reconhecidas e de reputação, da formação e desenvolvimento de habilidades relevantes, do aconselhamento e orientação de profissionais experientes, de oportunidades de networking e ligações profissionais, com a possibilidade de contratação após o estágio”.
Coutinho diz que, dadas as dificuldades que os jovens sentem quando entram no mercado de trabalho, é ” fundamental que sejam implementadas políticas e iniciativas visando a melhoria da empregabilidade desses talentos, para aproveitamento do seu potencial”.
Na interpelação, o presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) pergunta qual é o balanço feito pelas autoridades relativamente à implementação do programa de estágios, nomeadamente no que toca aos jovens desempregados e os jovens licenciados e à procura do seu primeiro emprego.
Por outro lado, pergunta se o Governo irá alargar este plano de estágios às instituições públicas, “permitindo desta forma alargar o leque de oportunidades aos jovens que pretendam trabalhar na Função Pública”.
Finalmente, o deputado questiona se as autoridades vão alargar o âmbito dos estágios para as profissões “do futuro”, como analistas de segurança da informação, analistas e cientistas de dados, engenheiros de computação em nuvem, engenharia robótica, especialistas em marketing digital e outras profissões tecnológicas.











